Apresentaçom do livro “Língua, poder e adolescência”

26 de Maio de 2022

O idioma galego esmorece entre a mocidade e cumpre perguntar-se o porquê. Língua, poder e adolescência quer contribuir para o desvelamento das causas do declive. Este livro de Miguel Rodríguez Carnota, que parte duma tese doutoral com o mesmo título, é um estudo da biografia linguística de dez raparigas e rapazes galegofalantes no meio linguisticamente hostil duma vila e um liceu do nosso País. Os seus relatos, radiografados através de técnicas de análise do discurso, situam-nos inteiramente fora do paradigma oficial do “bilinguismo harmónico”. Há ataques, padecimentos, renúncias, resistências, pequenos triunfos, e amargas derrotas onde o que menos abonda é a “cordialidade linguística” que costumeiramente se proclama como emblema da Galiza. Quer dizer, na prática existe uma incompreensível oposiçom a querer fazer do galego uma língua tam normal como qualquer outra.

Com a participaçom de:

- Miguel Rodríguez, autor do livro, professor reformado e licenciado em Filosofia e CC. da Educaçom pola UNED e Máster of Arts in Education pola Open University. Atualmente, é presidente da Associaçom Roxín Roxal e colabora, de modo costumeiro, com a revista digital Terra e Tempo, onde adoita publicar os seus artigos.
Sara Vila, responsável da área de Comunicaçom da Editora Xerais.
Santiago Quiroga, membro da Comissom de Defesa da Língua da  Gentalha do Pichel.

Quinta 2 de junho às 20h30

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saúde mental na adolescência. consequências da pandemia

17 de Maio de 2022

Nesta sexta-feira 20 de maio às 19h30, Iria Veiga falará-nos dum tema urgente: as consequências da pandemia na saúde mental da gente moça!

Para nom perder!

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Manifesto da festa do Dezassete 2022

14 de Maio de 2022

Após dous anos, este 14 de maio a Gentalha do Pichel retoma a festa do Dezassete para continuar a reivindicar o nosso compromisso com a normalizaçom da língua galega e o monolinguismo social da Galiza.

A nossa tarefa é hoje mais necessária do que o era quando há 18 anos botamos a andar para criar um espaço monolingue num contexto urbano e cada vez mais castelhanizado como Compostela.

Os dados nom som alentadores. Um quarto das crianças nom sabe falar o galego e quase a metade nom o fala nunca. Com tudo, algo mais de 25% da gente moça fala o galego sempre ou acotio mas essa percentagem reduze-se cada ano, como mostram os sucessivos estudos estatísticos.

Estamos a comprovar as consequências linguicidas das políticas do espanholismo. No caso do ensino, logo de 10 anos de aplicaçom do chamado Decreto do plurinlinguismo do PP, observa-se um panorama que caminha aceleradamente cara o monolinguismo em castelhano.

Muitos agentes sociais, culturais e políticos alertamos na altura das devastadoras consequências que esse decreto ia ter para a língua. O tempo deu-nos a razom mas o governo da Junta mostra-se satisfeito e mesmo pressume duns resultados que pareciam anelar.

Boa mostra da fraca preocupaçom que a Junta tem pola demostradíssima queda de falantes de galego é a eleiçom de Alfonso Rueda Valenzuela como futuro presidente do governo da Galiza.

Precisamente este 14 de maio, quando a Gentalha celebra a festa do 17, é investido como presidente um reconhecido simpatizante da entidade galegófoba Galicia Bilingue. O “nosso” novo presidente manifestou-se polas ruas de Compostela para denunciar a imposiçom dumha língua que embora perda falantes na Galiza alguns insistem em vê-la umha ameaça.

Fiel representante da burguesia de “Pontevedra de Toda la Vida” (PTV), Alfonso Rueda vai presidir o governo da Galiza com um escasíssimo domínio da língua própria e, o que é pior, um total despreço por ela.

Naquele 8 de fevereiro de 2009 no que Alfonso Rueda se manifestava contra o galego da mao dos setores mais reacionários da direita espanhola, a Gentalha e dúzias de coletivos mais saímos à rua para plantar cara a umha das agressons mais diretas e cheias de ódio que recebemos como povo. A defesa da língua resolveu-se daquela com repressons e detençons.

Hoje seguimos em pé na defesa dumha vida 100% em galego, o nosso objetivo matriz. Mas a nossa batalha é muito mais do que isso, queremos umha vida digna.

Nesta ediçom da festa do 17 reivindicamos as ruas para as vizinhas e vizinhos, para quem as habitamos, quem as desfrutamos, quem as trabalhamos e muitas vezes padecemos todos os dias.

Reivindicamos umha Compostela que olhe mais para a vizinhança e as suas necessidades e menos para um turismo que, com o Jacobeu como pretexto, cada dia se torna mais predador, mais invasivo, mais insustentável.

Hoje seguimos em pé e por cada agressom à nossa língua e às nossas vidas florescerám mil novas iniciativas nas que lhes demostraremos que o seu ódio e fraqueza cultural nom vai empanhar a nossa alegria e riqueza de falarmos, sentirmos, entendermos e vivermos em galego.

Frente ao seu inverno perpétuo, mil primaveras mais para o galego.

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faladoiro sobre turistificaçom

10 de Maio de 2022

Nesta sexta-feira 13 (20h00), e dentro do programa da Festa do Dezassete, debateremos arredor do proceso de turistificaçom que está a sofrer a nossa cidade desde estes últimos anos. Contaremos com a presença de Andrei Quintiá (especialista em direito da vivenda), Encarna Otero (historiadora e feminista), Iago Lestegás (arquitecto urbanista) e Mercedes Bertomeu (vogal da AV A Xuntanza).

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volta a festa do dezassete que se fai o catorze

4 de Maio de 2022
Este ano com um desenho da artista Paulina Funes e sob a legenda ‘As ruas para quem as habita’ reivindicando o direito à cidade e à vivenda longe da dinámica especulativa, turística e gentrificadora.
Proximamente iremos anunciando mais atividades relacionadas mas já podedes ver o programa para esse dia e reservá-lo nas vossas agendas: foliada, bicicletada, jantar, jogos para crianças e concertos.
Se tes excesso de ecocopos na casa podes passar polo Pichel e dona-los nestas semanas para que tenham mais usos. E esse dia nom esqueças trazer um para evitar consumir plásticos!
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Palestra as luitas estudantis no século XXI

20 de Abril de 2022

Continuamos com as atividades arredor da exposiçom dos XX anos dos protestos da LOU.

Dos protestos contra a LOU em 2001 até hoje várias vagas mobilizadoras no movimento estudiantil tomarom as ruas de Compostela, como podem ser os protestos contra o Processo de Bolonha ou o Decreto 3+2. A partir da expência destas luitas, reflexionaremos sobre a evoluçom do estudantado na nossa cidade e as súas formas de organizar-se.

Com a participaçom de Antia Balseiro, Iago Barros e Jose Emílio Vicente

Sexta-feira 22, 19h00.

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foliada aberta no pichel

5 de Abril de 2022

Neste próximo dia 8, como cada segunda sexta-feira de cada mês, temos foliada no nosso centro social.

Desde as 21h00

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fim de semana de concertos no pichel

29 de Março de 2022

Iniciamos o mês de abril com música ao vivo no nosso centro social.

Na sexta 1 estarám connosco os Bule + Tecor (21h30 6€ sócias / 8€ nom sócias)

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Já no sábado 2 (21h30 5€), e saindo por vez primeira de Lugo, chegam as Xerezade acompanhadas das Vikingas para umha noite de música tradicional e foliada.

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COMUNICADO PERANTE A SENTENÇA DO JUÍZO A CHEMA

24 de Março de 2022

Após termos conhecido a sentença que condena o jovem militante Chema Naia a 2 anos e 2 meses de prisom, da Gentalha do Pichel queremos fazer públicas as seguintes reflexons:

1. Mostramos a nossa solidariedade com o Chema, um moço galego que, junto a dúzias de pessoas se manifestava em 2017 para protestar polo despejo do CSO Escárnio e Maldizer, resultando detido e ferido por umha brutalidade policial que mesmo lhe negou o socorro.

2. Condenamos nom só a desproporcionada sentença, mas o conjunto do processo judicial por evidenciar irregularidades e inconsistências que nos permitem falar sem pelos na língua dumha montagem policial.  Estamos a ver, mais umha vez, como o delito de “atentado à autoridade” é inapelável no aparato judicial espanhol, e como sob esse guarda-chuvas a polícia encontra umha imunidade que, em ocasions como esta, chega a extremos completamente desvergonhados.

3. A crise socioeconómica que bate sobre as classes populares e os signos cada vez mais evidentes de colapso sistémica virám acompanhados, como a história nos aprendeu, dum endurecimento da repressom. Só com mobilizaçom social e construçom de redes e espaços de contrapoder poderemos proteger-nos dos delírios dumha minoria que nos está a conduzir ao desastre.

4. Por último, queremos fazer um chamamento aos centos de pessoas que manifestárom e manifestamos nas redes a nossa raiva por este dantesco juízo a levar essa rebeldia às ruas, único lugar onde se tornarám umha só voz, e nutrir os centros sociais, coletivos e organizaçons transformadoras que, como o Escárnio que Chema e moitas outras defendíamos aquel 2017, som chave para a autodefesa popular.

Compostela, 24 de março de 2022

 

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projeçom e colóquio de amnésia 3.0

21 de Março de 2022

magina amencer cada día sem lembrança do anterior. Assim é o universo de Amnesia 3.0 Ti decides quem conta a história. Melhor piloto de serie estatal no FECICAM 2021. Projecto ganhador CIP 2019. Finalista à melhor série web nos Prémios Mestre Mateo.

Projeçom interativa e colóquio com a diretora Irene Pin.
Esta sexta-feira, 25 de março ás 20h00. Nom é necessaria inscriçom prévia.

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