Crónica do Ato de Rua As Irmandades em Lilás

6 de Junho de 2016

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A Comissom de história da Gentalha do Pichel, o passado dia 27 de maio, convocou um ato de rua para homenagear as Irmanhinhas da Fala. O lugar de encontro foi na rua do Vilar, 15, baixo os suportais do prédio onde viveu e trabalhou a família Miramontes-Casal. Numha das arcadas dessa mesma casa, há umhas placas comemorativas para lembrar Angel Casal e a editorial Nós, mas non aparece o nome de Maria, qual é o motivo dessa grave omissom?

Nom é a primeira vez que nos atopamos com exemplos desse tipo, a invisibilidade das mulheres da Fala é constante em todo tipo de publicaçons, congressos, homenagens e mais… Mas este tratamento machista tem que mudar. Por isso, da Gentalha do Pichel, evidenciamos este facto, celebrando um ato de rua reivindicativo, participativo e lúdico, que consideramos justo e necessário.

Na hora prevista começou o acto. Ás sete do serám, Comba Campoy, jornalista e atriz, apresenta as nossas convidadas, Encarna Otero e Susana Aríns. Logo, agradece a presença da representante institucional polo Concelho de Compostela, a concelheira de Igualdade, Marta Lois; seguidamente, deu leitura do texto elaborado pola Comissom de História.

Tomou a palavra a historiadora Encarna Otero e passou a ler, brevemente, um relatório sobre as medidas que promoverom as Irmandades da Fala em matéria de igualdade e achegou numerosos dados à volta das mulheres que militárom nelas. Ofereceu-nos umha intervençom com força e rigor intelectual, sempre dumha perspectiva feminista e nacionalista.

Na mesma linha reivindicativa e feminista mas com um estilo retranqueiro a poeta Susana Sánchez Aríns partilhou com todas nós poemas inéditos, inspirados nas mulheres da Fala a partir de pesquisas que fijo no arquivo municipal. Rematou com um monologo teatral, sendo a protagonista Maria Miramontes, umha Maria provocativa e reivindicativa, com voz de seu.

A melhor maneira de terminar um acto é com música, e assim foi, Comba apresentou “As Irmandadas do Pichel”, um grupo musical de moças activistas do nosso centro social que animou a gente a bailar.

Por último, gostaríamos de agradecer a cordialidade e acolhida recebidas. Muita gente respondeu satisfatoriamente ao nosso convite, apesar da constante ameaça de chuva que ficou só na ameaça e ao final ficou umha tarde seca e agradável.

Obrigadas.

Os textos de Susana Sánchez Aríns.


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