80 anos depois os símbolos dos assassinos continuam nas nossas ruas

18 de Agosto de 2016

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A Gentalha solicita por escrito a todas as entidades de Compostela que mantenhem na via pública simbologia do regime fascista que assessinou ao nosso Alcalde Casal ha hoje 80 anos a súa retirada. (Aqui fotos e localizaçons [PDF, 2,4 MB])

ADIF, Correios e Telégrafos, Arzebispado de Compostela, USC e Cámara Municipal receverom escritos da nossa associaçom.

Neste ano de 2016 fam-se 80 anos do golpe fascista que tinguiu o nosso País de sangue. Sangue do melhor d@s noss@s compatriotas da altura, assassinad@s e retaliad@s polo mais reles e desprecível que havia naquela sociedade.

Bem sabiamos que com a extrema direita franquista nos governos do estado e a Junta da Galiza este seria seria o “ano da desmemória”, e assim está a ser. As poucas iniciativas que luitam contra o silenciamento sistémico da efeméride venhem do ámbito associativo e municipal, lá onde as forças governantes nom estám comprometidas com o esquecemento do golpe, a guerra e a repressom.

Também se completam dez anos da fraudulenta “lei da memória” do governo de Zapatero na altura. Esta norma, que desdiz o seu nome, veu a ser um complemento que ratifica a infame lei de Amnistia de 1977 e converte-se de facto numha lei de ponto final, tam ao gosto da “modélica transiçom” que ilibou os criminais franquistas e asegurou a impunidade, amparando torturadores e outros criminais da acçom de sistemas de justiça extranxeiros que nom partilham a cumplicidade do regime post-franquista espanhol com os seus protegidos.
Aliás, a “ lei da memória” resultou ser, como nom podia ser doutro jeito neste estado de direi…tas, de cumplimento optativo nos seus escassos aspectos positivos, como a retirada da simbologia franquista, que é absolutamente discreccional à vontade da autoridade municipal correspondente, e quase sempre apesar da oposiçom da devantida extrema direita franquista governante.

A Procuradoria da justiça espanhola, tam activa na perseguiçom de “apologias várias” e a repressom inquisitorial da liberdade de expressom e a disidência política, é absolutamente permisiva neste eido. Nom vendo qualquer ilegalidade no mantemento da simbolgia da criminal dictadura franquista, nem nas manifestaçons públicas dos seus nostálgicos justificando os seus crimes.

Som precisamente entidades públicas as que mantenhem um completo catálogo de símbolos da dictadura que há tempo que tinham que ter sido retirados , pois a conservaçom de aqueles em propriedades privadas, mesmo à vista da via pública, está amparada pola infame “lei da memória.

No concelho de Compostela som a Universidade, os Correios, a Renfe, a própria cámara municipal, e como nom, a Igreja Católica, as entidades que conservam obscenamente simbologia franquista em espaços públicos ou de accesso público, ainda que alguns tenham sido cobertos, mas nom retirados.

Da Comissom de História da Gentalha do Pichel manifestamos a nossa firme vontade de continuar com a recuperaçom e dignificaçom da memória das pessoas retaliadas, assassinadas, obrigadas ao exílio para salvar a vida, humilhadas, assediadas pola criminal dictadura fascista, e a denunciar os assassinos e os seus cómplices, da altura e da actualidade.

É por isso que, neste 19 de Agosto onde cumplimos 80 anos do assassinato em Cacheiras no nosso alcalde Angelo Casal Gosende, reclamamos do concelho de Compostela umha decidida iniciativa institucional para conseguir que organismos, entidades e particulares que aindam exibem indecentemente o lixo fascista, dessistam da sua nojenta actitude.

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