Perante o traslado da EDAR ao Souto

28 de Fevereiro de 2018

A Comissom de Meio da Gentalha do Pichel quer expressar a sua preocupaçom perante o atual estado de incerteza no processo de construçom dumha EDAR capacitada para sanear o volume de águas residuais produzidas pola vizinhança compostelá e vertidas ao rio Sar. É umha realidade amplamente constatada que a estaçom em uso nom é apta para responder às necessidades atuais supondo a contaminaçom do rio com todo o impato ambiental que isso leva associado.

Conscientes de estarmos ante um processo complexo, imerso em múltiplos trámites administrativos, avaliaçons ambientais, fundos europeus, pressons de distinta índole e como nom, também práticas oportunistas da política institucional, mostramo-nos perplexas ante a falta de transparência e a confusom com que está a ser tratado um problema de primeira ordem no que achamos a vizinhança devera estar bem informada.  Nomeadamente quando se dam situaçons críticas como a que se está a viver com a proposta de mudança de localizaçom atual (no lugar da Silvouta) para o do Souto, a escassos metros do termo municipal de Ames, um enclave natural com massa boscosa que inclui umha zona de especial proteçom arqueológica (Jazigo de Miras) que seria gravemente danificada de construir-se lá a estaçom. Porém, esta proposta nom é nova; seria tramitada já em 2011 quando o ex-alcaide Conde Roa e, na altura Conselheiro de Meio Ambiente, Agustín Hernández, propunham o Souto como novo espaço para construir a EDAR alegando um impato inferior ao da localizaçom atual e assegurando que poderia estar construída em 2015.

7 anos depois, continuamos desinformadas e consequentemente incapacitadas para dar resposta a qualquer tentativa de relocalizaçom que suponha um impato ambiental como o que a própria vizinhança de Ames, coletivos ecologistas e a Plataforma pola recuperaçom do Sar estám a denunciar nas últimas semanas.

Da Comissom de Meio julgamos imprescindível que questons que afetam ao mais importante dos recursos naturais como é a água, nom estejam condicionadas por interesses económicos de empresas privadas e os seus representantes na esfera política.

Por todo isto, lamentamos as consequências do défice democrático das instituiçons onde sem informaçom nem participaçom da vizinhança se tenhem tomado decisons que afetam de forma direta ao nosso meio e condiçons de vida e da irresponsabilidade de quem promoveu e permitiu que um entorno paisagístico com valor natural, histórico e cultural como o do Souto esteja seriamente ameaçado.

Comissom de Meio da Gentalha do Pichel.

Fevereiro de 2018