A ASCENSOM. UMHA FESTA POPULAR ANTIPOPULAR.

9 de Maio de 2013

ascensom

E dá-lhe!! Para as Festas da Ascensom 2013 no  Concelho de Compostela seguem a considerar que os grupos de música e artistas galegas nom aportam suficiente dignidade para o evento. Milheiros de euros foram investidos nos concertos das bandas de “grande qualidade” como é o casso de Pignoise e artistas como Macaco e Melendi. Rosa Cedrom, o encontro de corais e a actuaçom das Banda apresentam-se no programa como segundo prato.
A ideia de contar com grupos locais nas festas da cidade está descartadíssimo, por suposto!

É claro que ano apos ano a fórmula é a mesma: gastar fundos públicos numha cultura quem nom é cultura.
Da Gentalha do Pichel pensamos que as compostelanas e compostelanos deveríamos poder participar  de estas decissons desde as associaçons culturais e vizinhais, desde os colectivos que dinamizam a cidade… para poder participar de jeito activo achegando propostas que, sem dúvida enriqueceriam estas festas,  conseguindo de seguro que resultem mais interessantes.

A atual festa é imposta e impom-nos um tipo de lecer no que somos meras observadoras passivas da cultura alheia imperante.
Mentres as pessoas de Compostela, os colectivos, as associaçons, todas seguimos a contar com impedimentos para realizar os nossos eventos nas ruas ainda sendo autogeridos.

Reivindicamos entom, umhas festas mais integradoras e participativas. Uns festejos nos que o eixo principal seja a cultura galega, a música em galego, umhas festas nas que se promova os artistas da Galiza e particularmente da comarca de Compostela. Umhas festas nas que nom se nos imponha a cultura alheia e comercial que uniformiza e corresponde a um jeito de lecer que vira as costas à cultura própria.

Por umhas festas dignas, bem geridas. Por umhas festas em galego. Compostela 100% em galego!!!

BONOS À VENDA DA CEIA ÁRABE, 7 PRATOS POR 10 €

7 de Maio de 2013

ceia arabe nakba

Carricovand e Os Minhotos no Pichel

6 de Maio de 2013

os minhotos2

NOM À CIDADE DA CULTURA: SIM À CULTURA NA CIDADE

6 de Maio de 2013

coworking

A Gentalha do Pichel tem manifestado nos últimos anos o seu desacordo com o projeto no monte do Viso que começou na era Fraga. Este desacordo deve-se a fatores económicos, culturais e ecológicos que estám relacionados e que é importante entender no seu conjunto.

Estamos perante um projeto já caro que o PP ideou e que o bipartido nom paralisou, que custava 100 milhons de euros inicialmente mas que acabou por precisar de um orçamento de 500. Isto sem contar com os imensos gastos que provoca a manutençom -sobre 60 milhons de euros anuais-, o que é especialmente alarmante se tivermos em conta que nem as galegas nem as compostelanas tínhamos essa prioridade “cultural”.

Na nossa associaçom pensamos que há outras necessidades culturais na Galiza: a revalorizaçom do património material e imaterial, a restauraçom e a conservaçom da nossa herança arqueológica, arquitetónica, etnográfica, documental e artística.

Pensamos que todo esse dinheiro pudo e pode melhorar e incrementar as instalaçons com fins culturais ou associativos do país, quer locais de ensaio, centros sócio-culturais, salas nom elitistas para teatro e concertos. Mas todo indica que, entre a “austeridade” seletiva e a hipoteca do Gaiás, Fraga terá o seu mausoleu para as elites foráneas enquanto a cidade ficará no campo-santo da cultura popular e de base galega.

Na nossa associaçom sempre olhamos com preocupaçom o que ainda nos pode vir com o monstro do Peter Einsemann: a rotura do equilíbrio entre o urbano e o rural, os futuros impactos urbanísticos e ambientais, quer via destruçom das Branhas de Sar quer construçom dum teleférico, que mesmo chegou ameaçar a condiçom de Cidade Património de Compostela.

Para descanso de todas parece que a crise económica paralisou estas iniciativas mas nom paralisou os gastos e recursos precisos para manter estas instalaçons. É por todo isto que convidamos à reflexom sobre o futuro incerto deste projeto contestado já desde todos os frontes sociais e culturais, mas nom somos as únicas que procuramos umha soluçom, vemos com estupor como se ofrecem espaços de coworking no Gaias por 120 euros por mês. Todo seja dito, já em segundo prazo de recepçom de solicitudes, que fica aberto até novo aviso, o que nos pode dar umha ideia do tremendo número de artistas solicitantes que estam desejosos de formar parte de esta ‘prometedora’ iniciativa.

Isto é, deixam-te sentar-te lá, no ‘ Centro de Empreendemento Cultural e Criativo da Galiza’ para ‘multiplicares as tuas possibilidades de negócio’… por um preço que socila entre os 60 euros mês e os 120. Nom foi já o 1 de abril?

 

atividades semanais

4 de Maio de 2013

QUARTA 8 de Maio

21h30

CINECLUBE
Reminiscencias dunha viaxe a Lituania
(Reminiscences of a Journey to Lithuania, Jonas Mekas, Reino Unido/RFA, 1972, 88′, VOSG)

SEXTA 10 de Maio

21h30

COMEMORAÇOM do dia da Nakba

Exposiçom campanha #impalestinan

+

Ceia árabe

+

Foliada

SÁBADO 11 de Maio

22h00

CONCERTO

Carricovand

+

Os Minhotos

+

Foliada

 

Comissons Gentalha

Semente Terças 20h00

Cultura e novas criaçons Terças 21h30

História Terças 21h15

Meio natural Quartas 20h00

Local Quintas 14h00 (bar 13)

Festa do 17 Sextas 19h00

Clube de croché Sábados 16h30

 

Roteiro Urbano de pequenos negócios compostelanos

3 de Maio de 2013

No sábado 11 de Maio, de manhã, imos dar umha voltinha polos locais de sempre do centro da cidade.
Aguardamos gostedes da proposta.

comerciosbaixa

Manifesto da Gentalha sobre o 17 de maio

3 de Maio de 2013

cartaz

A muitas pessoas, talvez tu, pode custar entender a aparente contradiçom que nos leva a defender os nossos direitos como utilizadores do galego e, ao mesmo tempo, o dever de outros de utilizar também esta língua. “Se queredes usar o galego, porque tentades impor a sua língua ao outros? Se todos falássemos e escrevêssemos o que quigéssemos nom haveria problema nengum”, talvez dixesses algumha vez. Assim dito, como regra universal, soa bem, mas transferida à realidade nom é tam simples.

Talvez sejas falante de castelhano e fales galego sem problema nalgumhas ocasions, quando pretendes ganhar a simpatia de algum avô ou seduzir um galeguista. Ora bem, também sabes que, se por algumha razom, nom te sentisses cómoda na tua língua de adopçom, poderias voltar ao castelhano sem mais. Porquê? Porque sabes que o teu interlocutor vai entender a tua língua sem problema. Porque, ainda que nom saibas, nós temos o dever de dominar a tua língua.

No nosso caso é diferente. Cada vez que encontramos umha pessoa que nom conhecemos ficamos com umha dúvida dentro de nós. “Será que devo dirigir-me a ela em galego?”, pensamos. Se ainda por cima, depois da primeira troca de palavras, notamos que essa pessoa nom tem um acento claramente galego, cada vez mais habitual, podemos ter dúvidas em relaçom à sua origem e duvidar em relaçom à nossa cortesia. Se, polo contrário, notamos que essa pessoa é bem galega, talvez surjam outras dúvidas, como por exemplo que tipo de vocabulário devemos usar. Se poderemos falar a nossa língua corretamente, assim, abertamente, como fás tu em castelhano. Nom é nada fácil. Pedir pescada na peixaria? Pedir ameixas na frutaria? Pedir um subsídio na admistraçom? “Nom sei, depende do dia, hoje nom, amanhá falarei melhor.” Som dúvidas que nos assaltam todos os dias, porque, ainda que nom saibas, vós nom tendes o dever de dominar a nossa língua.

Os direitos só existem porque também existem deveres e este é um bom exemplo. Se tu nom tés a obrigaçom, eu nom terei o direito. Por enquanto, os direitos estám mal concedidos, por isso, hoje em dia, só há pessoas realmente bilíngües entre os galego-falantes.

O primeiro ámbito onde esta assimetria deve ser corrigida é no ensino. Nele vam-nos ensinando que o castelhano serve e que o galego nom deixa de servir. Com o castelhano podemos falar na casa, na rua, em qualquer estabelecimento comercial, com quem nom sabemos se nos entende ou nom, fora da Galiza, fora de Espanha… Com o galego tam só se pode falar com muitas pessoas galegas, mas sem passar-se, que pode haver alguém que nom entenda. E no mundo? Para o mundo, como para a casa, já temos o castelhano. Talvez a Iniciativa Legislativa Popular (ILP) Valentim Paz Andrade, que vai ser discutida daqui a pouco no Parlamento e que tentará normalizar a situaçom do ensino do português na escola galega, venha a corrigir isto um pouquinho. Na Gentalha fazemos votos porque assim seja.

ACTIVIDADES PARA COMEMORAR A NAKBA PALESTINIANA

2 de Maio de 2013

phalestine

chegou a festa do 17!

29 de Abril de 2013

cartaz

atividades semanais

27 de Abril de 2013

QUARTA 1 de Maio

21h30

CINECLUBE
VidaExtra
(VidaExtra, Ramiro Ledo Cordeiro, Catalunya, 2013, 96′, VO)
Com a presença do diretor

SEXTA 3 de Maio

22h00

Estalotada!!!

Comissons Gentalha

Semente Terças 20h00

Cultura e novas criaçons Terças 21h30

História Terças 21h15

Meio natural Quartas 20h00

Local Quintas 14h00 (bar 13)

Festa do 17 Sextas 19h00

Clube de croché Sábados 16h30