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«A soberania alimentar é imprescindível para a nosso futuro, é fundamental o resgate da autonomia»

13 de Outubro de 2014

Antonio PalmaFalamos com Antonio Palma, que estará no Pichel na próxima quinta-feira, 16 de outubro às 20h30, para falar-nos de capitalismo, povo mapuche e permacultura, palestra coorganizada com Véspera de Nada.

Antonio, natural de Madrid, formas-te como técnico de som e pós-produção audiovisual; vens para a Galiza, formas-te em animaçom 3D e começa a mudar a tua vocaçom profissional. Por que motivos abandonas o setor e começas um novo caminho no âmbito da permacultura, direitos humanos, povos indígenas e sustentabilidade?

A minha professom vem de família, o meu pai dedicou a sua vida à dobragem de filmes. O cinema e a televisom fôrom o meu paradigma de vida durante quase 30 anos, a Galiza foi o cenário da minha última experiência no audiovisual. Com a animaçom 3D cheguei a umha especializaçom muito alta, mas também a um desencontro com a realidade e umha falha de motivaçom vital. Perdim a referência dos problemas que me estavam à minha volta, estava a ganhar muito dinheiro e a manejar tecnologia muito avançada, mas o buraco dentro da mim dizia-me que algo estava prestes a explodir. A Galiza foi umha revoluçom na minha identidade, de repente, pela primeira vez na minha vida sentim umha pertença e referência da terra e da história que me fixo mudar de tudo. Em 2001 perdi o choio, por causa dumha restruturaçom de dinheiro na empresa, e fiquei numha boa posiçom económica com dous anos de desemprego.

Eu som de Madrid, mas os meus pais venhem da Andaluzia, emigrantes e operários. A minha origem está vinculada ao mar, ao Mediterrâneo pelo meu avô e a Galiza apareceu à minha frente como um referente de natureza, tradiçom e identidade cultural. Aprendi a língua e voltei o meu interesse fora da minha profissom, vazia de humanidade e cheia de materialismo. Voltei à aprendizagem e recuperei o meu interesse pelo ambiente, e o trabalho social. Encontrei trabalho numha ONG de desenvolvimento em Compostela e voltei ao trabalho voluntário e a fazer uns cursos trás outros, como umha obsessom. A seguir, chegou tudo e em dous anos já tinha umha boa referência formativa de agricultura e pecuária ecológica, direitos humanos, permacutura e bem mais. Já nom houvo modo de voltar à minha profissom, já nom me enchia nem motivava.

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25 ANOS MAIS ATÉ A DERROTA DO CAPITALISMO? REFLEXONS E EXPERIÊNCIAS DESDE O SUL DO MUNDO.

5 de Outubro de 2014

Quinta-feira 16 de outubro, às 20h30 partilharemos reflexons com Antonio Palma Rico, profissional do audiovisual, desenhador de permacultura e consultor em ecologia e sustentabilidade, residente no Chile.
chileA Comissom de Meio Natural da Gentalha e Véspera de Nada convida-vos a partilhar umas reflexons com Antonio Palma Rico, residente no Chile há quatro anos, onde continua a lutar por uma nova sociedade pós-industrial e pós-capitalista em estreito contacto com as comunidades mapuches.

Nestes tempos de crise económica e energética global, eis uma recompilaçom de experiências, dados e reflexons sobre a realidade atual do capitalismo, na sua versom moderna (o neoliberalismo), expressada e mais bem sofrida no extremo sul da América do Sul.

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Jornadas antidesenvolvimento

2 de Junho de 2013

Jornadas AntidesenvolvimentoA Gentalha do Pichel participa, junto com outros coletivos da cidade, na realizaçom das Jornadas que se desenvolverám desde a próxima quinta-feira, dia 6 de junho, até sexta dia 14 sobre uns temas de nom pouca atualidade como som a mineraçom, os eólicos, o fracking ou as cimenteiras, entre outros. A seguir, o programa:

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