Os Centros Sociais perante o julgamento das 12 independentistas detidas na Operaçom Jaro

17 de Outubro de 2020
Os Centros Sociais abaixo assinantes fazemos um chamamento à solidariedade e denúncia social ante a petiçom, por parte da fiscalia do Estado Espanhol, de 102 anos de prisom para as 12 pesoas processadas na Operaçom Jaro I e II, assim como a ilegalizaçom das 2 organizaçons implicadas: Causa Galiza e Ceivar. De novo, as forças repressivas do Estado Espanhol, na sua mania persecutória de aniquilar todo quanto atente contra os seus interesses neoliberais e centralistas enraizados baixo a sombra ideológica do franquismo, criminaliza a solidariedade e a luita polos direitos políticos e sociais de todo um povo, inclusive o seu direito de autodeterminaçom -direito legítimo recolhido na DDHH-, coa escusa de servir ambas organizaçons de cobertura e enaltecimento do “terrorismo galego”.
Os Centros Sociais nom somos alheios a estas dinámicas repressivas. Nos últimos anos fomos asaltadas, saqueadas e incorporadas às diferentes campanhas de criminalizaçom contra o independentismo galego saídas das cloacas do estado e que contarom com a inestimável colaboraçom dos meios de (des)informaçom.
A pantasma “Resistência Galega” nom deixa de ser um invento de pesadelo infundado na sociedade através da complicidade dos médios de (des)informaçom para irradiar inseguridade e ódio e poder, assim, justificar as suas actuaçons de “orde e seguridade cidadá nacional” contra quem defende e luita pola liberdade e a justiça social e os direitos dos povos. A defensa da terra nom deberia ser delito, se nom um direito de todas ante a especulaçom, manipulaçom e violência que, dia a dia, recebemos da mao e baixo o controlo das elites políticas e económicas para satisfazer os seus interesses. Por isso cumpre solidariedade social, porque a defensa dos interesses de todas é de responsabilidade e compromisso de todas. Porque nom podemos permitir que os nossos direitos sigam sendo pisados.
Nom podemos deixar que o nosso direito de organizaçom para a denúncia e açom social ante o abandono, repressom e espólio no que se atopa a nossa terra seja castigado.
Porque se tocam a umha, tocam a todas.
Centro social A Gentalha do Pichel (Compostela).
Fundaçom Artábria (Ferrol)
Centro social Gomes Gaioso (Corunha).
Centro social Mádia Leva! (Lugo).
Centro Social Xebra (Burela)
A.C. A Galleira (Ourense)
Centro social O Quilombo (Ponte Vedra).
Centro social Fuscalho (Guarda).
Centro social Faísca (Vigo).
Centro social A Revolta (Vigo)
CSA A Cova dos Ratos (Vigo)
A Casa Colorida (Nigrám)
Coletivo Terra (Pontedeume)
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