Durante a Universidade Popular a Comissom de Historia realizou o percurso de Campo em Campo, dende o aeroporto até o núcleo de Lavacolha. No mesmo, pudemos comprovar que nada indica que aqui existiu um campo de concentraçom franquista, este facto é um mais que se soma a outros e que constata o apagamento sistemático da memória histórica do nosso país.
Um apagamento que viola a própria lei de memória histórica, lembremos que esta lei obriga ao reconhecimento e dignificaçom daquelas pessoas que lutárom contra a reaçom.
Combater contra este apagamento foi um dos motores polos que se criou a Comissom de história na Gentalha do Pichel. Já desde os seus começos, a Comissom de História, chamada naquela altura de memória histórica, tem iniciativas com um marcado conteúdo reivindicativo de denúncia ante o silêncio das instituiçons em referência ao passado franquista na nossa cidade.
Em todos estes anos, ante as contínuas denúncias por parte da Comissom e outras organizaçons de igual índole, dérom-se passinhos positivos como a retirada de simbologia fascista mas o certo que ainda ficam cousas por fazer, umha delas, o campo de concentraçom de Lavacolha.
Nos últimos anos por parte de diferentes associaçons de memória histórica estám-se promovendo iniciativas de visibilizaçom do campo de concentraçom de Lavacolha mas ainda som insuficientes e resulta surpreendente o ensurdecedor silêncio institucional e o esquecimento deliberado daqueles presos que passárom polo campo.
Mas além de acçons reivindicativas de denúncia por parte das associaçons de memória histórica, som as administraçons que mediante o marco legislativo vigente tenhem que impor medidas estabelecidas na lei a fim de reparar e dignificar todos aqueles lutadores antifascistas.
Por isso instamos a que se tomem em conta:
1.AENA continua a ocultar na sua página web que o aeroporto de Lavacolha foi construído por presos políticos forçados do régime franquista, isto é o que aparece na sua web:
Entre 1940 e 1942 lévanse a cabo as obras de “Explanación da pista norte-sur e zona central no aeródromo de Lavacolla” que son realizadas por Batallóns de Soldados Traballadores (nº28, 29 e 31) e por veciños de Santiago que, dende principios do proxecto do Aeródromo Compostela, traballaron de xeito forzoso nas obras do campo de voos.
Nem umha linha sob o contexto repressivo. Nengumha mençom aos milhares de homens que alí trabalhárom contra a sua vontade, vítimas dum regime autoritário que utilizou o trabalho escravo como ferramenta de castigo político.
Exigimos que se incorpore na sua página web a verdade histórica do período compreendido desde a abertura do campo de concentraçom até o seu feche e que foi erguido à custa do trabalho forçado dos presos políticos.

  1. Que na entrada do aeroporto, num lugar visível, ou mesmo na rotunda de acesso a ele se coloque umha placa ou monumento sobre este facto.
  2. Devida sinalizaçom e painéis informativos e folhetos que permitam à vizinhança e aos visitantes conhecer o que significou este lugar e assim recusar o esquecimento para fazer justiça e colocarmos-nos no lado certo da história.
    4.A omissom também é umha forma de violência. Ignorar este capítulo negro da nossa história é perpetuar a impunidade e negar o dereito à memoria.
    Compostela precisa de mémoria viva e colectiva, em plena capital de Galiza, onde a história se agocha sob cada laje, urge crear um Centro de Interpretaçom da Resistência.
    Queremos como um primeiro passo que os barracons passem a titularidade pública e que se crie um espaço físico, pedagógico e de pensamento sobre a memória histórica na Galiza. Que se fale da resitência galega, da guerrilha e de todo o artelhamento de apoio vizinhal, dos pressos, dos assassinatos, da tortura, da resistência obreira e da dignidade das familias perseguidas.
    5.Denunciamos a inaçom da Junta de Galiza, nom há políticas públicas activas que garantam o direito à verdade, à justiça e à reparaçom para as vítimas do franquismo e da repressom.

A Junta mantém-se ausente, como se este capítulo da nossa história fosse alheio, incômodo que é melhor esquecer.
Mas esquecer nom é neutral. Esquecer é tomar partido por quem impujo o silêncio durante décadas.
Esquecer é perpetuar a injustiça.
A diferença de Euskalherria ou Catalunya que contam com institutos de memória, arquivos digitalizados, ajudas públicas para familiares, umha calendarizaçom oficial de homenagens, em Galiza reina o desleixo institucional.
A memória nom pode depender exclusivamente do esforço das famílias, das associaçons ou dalgúns concelhos. É responsabilidade do governo galego garantir que as vítimas nom sejam esquecidas. A súa ausência nom é neutra. E política.

  1. Animamos ao governo municipal a que tome as medidas necessárias para erradicar toda a simbologia fascista que ainda fica na nossa cidade, ainda que nom som de titularidade municipal, o concelho devem instar o resto das administraçóns, empresas ou entidades que persistem, com argumentos demagógicos, em manter estes elementos franquistas. Som: Inscriciçom de “José Antonio Primo de Rivera” na praza da Quintana. Som: Os escudos da faculdade de Químicas, Correios e Estaçom de Comboio que forom ocultados mediante cápsulas, mas nom retirados; Placa de pedra na fachada dunha vivenda do Campo da Estrela, cum escudo franquista “a la gloria” do comandante Simón Lapatza Valenzuela e placas com Placas co xugo e as frechas do INV no barrio de Ponte Pedriña.

E já rematando, aqui, ao pé desses mesmos barrancons, nestes mesmos barrancons testemunhas de padecimentos e de morte mas também da resistência e dignidade reunimo-nos para denunciar e honrar as que foram perseguidas, silenciadas, humilhadas e assassinadas e lembrarmos que aquelas que lutaram polos direitos colectivos: políticos, sindicais e associativos, pola justiça social, tenhem que ter um lugar na história merecente ao seu martirio para umha Galiza livre da opressom fascista.
Damos rendido tributo a pressos assasinados neste mesmo lugar:
Francisco Mérida Román (1939)
Julián Luengo Gil (1939)
José Carballar Fene (1939)
Manuel Raposo Gutiérrez (1939)
Gregorio López Díaz (1940) natural de Freijido (Ourense)
José Quiñones Requena (1940)
Pelayo Montalvo Sueiro (1941)