Este nom é um resumo duma viagem á montanha, era a ideia mas nom é tam simples. Passamos a fim de semana nos montes de Casaio e alí todo vira mito, fantasia e, ás veces, distopía. O vivido estes días tem mais que ver coas epopeias de Gilgamés, Odisseu, Frodo Baggins ou Imperator Furiosa que cos blogs de viagem que abundam na rede.

            Nom sem certa surpresa a viagem iniciou com total pontualidade galaica, com pouco menos de 79 anos de retraso tratabamos de unirnos á loita da Federaçom de Guerrilhas de Galiza e Leom. Numa rápida manobra de dispersom logramos abandonar a capital deste antigo reino e atravesar o mesmo até os seus confíns, sen que as autoridades se percatasen da nossa fugida, para reunirnos com o resto do grupo numas pistas de esquí pantasmas, felizmente reocupadas por vacas e bestas salvagems.

Iniciamos o nosso percorrido a pé na paisagem lunar duma louseira, rapidamente abandonamos esta zona e chegamos ao ponto mais alto da rota onde a dupla realidade da zona se fijo evidente. Estabam ante nós duma banda a majestosidade da Pena Trevinca e os vales glaciares case virgens que dela descenden nos que a guerrilha se fijo forte e da outra a destruçom da minería, com a Cidade dos Alemáns no seu centro, um enclave nazi adicado  á explotaçom do wolfram durante a II Guerra Mundial. Ainda que o caminho estaba bastante pechado tinhamos claro cara onde nos tinhamos que dirigir para adentrarnos no terreo onde a memoria e a natureza resistíam.

É imposible resumir aquí todo o que vivimos desde ese momento: subimos e baixamos montanhas, remontamos vales, cruzamos rios, atravesamos perigosos pasos e loitamos contra as carrachas. Mentres caminhabamos houbo tempo para analises botánicas, geológicas, entomológicas e até coprológicas e tambem tivemos tempo de maravilharnos com o voo das aves rapaces, com as pegadas do lobo, com as historias sobre osos entre albarizas, com a flora (tanto a da alta montanha como pola exuberância mediterránea dos vales) e acima de tudo com o teijadal milenario, a joia da coroa.

Mais a verdadeira aventura sería conseguir o noso objetivo de unirnos á resistencia,  rematada a fase armada em 1946 a loita continúa agora contra a desmemoria. Nom bastaba com percorrer os seus caminhos, precisabamos mergulharnos na realidade de Casaio. Para isto contabamos com dous Franciscos. O primeiro foi o que nos enredou para esta aventura, com o seu conhecemento histórico e do terreo guiounos, ademais de polos caminhos, pola historia e polas investigaçoms que alí está a realiçar o coletivo Sputnik Labrego. O segundo Francisco, líder da resistencia local ademais de presidente da comunidade de montes, guía (de montanha e espiritual) e jubilado logrou que nos sumergiramos até o fondo na realidade de Casaio; falounos tanto das suas virtudes, que son moitas, como dos seus problemas e retos, que nom som poucos. Com todo o conhecemento oral tradicional e o científico á nosa disposiçom cando chegamos aos chozos da guerrilha o Bailarín, Girón ou Chelo e a súa irmá ja eram case da familia. Depois de caminhar durante horas polas mesmas corredoiras nas que esta gente caminhou e conhecer as súas trajectorias ja sentiamos que formabamos parte da súa loita. A experiência foi tam completa que até tivemos a oportunidade de ponhernos na pel do inimigo buscando pola noite as luces da Cidade da Selva que graças aos Sputnik se podían ver desde Casaio, onde no seu momento se situaba o cuartel da Guardia Civil.

Cando pensabamos que a nossa viagem e a loita pola memoria nom ía mais alá dos anos 30 do século XX a magia de Casaio atuou de novo. Como se dum animal totémico se tratara o voo duma águia real guiounos cara um lugar mágico e único en todo o país, o abrigo rochoso da Pala de Cabras. En cuestión de segundos teletransportámonos do presente á infancia de Francisco que nos contaba que pastoreaba alí as cabras da familia, o chozo de Girón numa esquina do abrigo levounos ao tempo da loita guerrilheira e finalmente viajamos ao calcolítico cando conseguimos visualizar as pinturas esquemáticas que alí resistían desde há mais de 4000 anos, ás inclemencias do clima e tambem ás autoridades municipais actuais.

            Nese momento foi cando nos demos conta de que alcanzáramos a nosa meta, a resistencia milenaria desas pinturas simbolizabam e resumiam todo o que foramos buscar a Casaio. As pinturas rupestres resistem, o teijadal resiste, a águia real resiste, a gente de Casaio resiste, a guerrilha resistiu e a sua memoria resistirá… e agora nós tambem resistimos.

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