re-anima-te! dicas de vida e morte para a saúde coletiva

6 de Dezembro de 2020
Chega um novo curso!
Em tempos de crise sanitária e de saturaçom do sistema de saúde público pola falta de recursos tanto humanos como materiais, é doado sentirmo-nos desamparadas e desprotegidas em caso de cairmos doentes.
Por isso, desde a Comissom de Cultura Científica, sem menoscabo de luitar por umha sanidade pública de qualidade, achamos necessário construir ferramentas de autoproteçom que nos ajudem nom apenas a detectar quando algo funciona mal no nosso corpo, mas também a reagir quando nom há pessoal sanitário presente e a gravidade da situaçom requer umha rápida intervençom.
Tendo isto presente, organizamos um curso de técnicas de reanimaçom cardiopulmonar (RCP) onde duas profissionais sanitárias (Laura Garcia e Noa Valinho) nos darám dicas que, desde a evidência científica, tenhem demonstrado a sua enorme eficácia para salvar vidas. Queremos pois, reivindicar a importáncia de conhecer aspectos mui básicos e fundamentais para realizar os primeiros passos dumha reanimaçom que formem a cadeia de sobrevivência e ajudar a salvar umha vida. Ademais, poderemos praticar as manobras aprendidas!
Aguardamos-te o vindouro sábado 12 de dezembro às 17h no C.S. O Pichel.
As vagas som limitadas. Reserva a tua escrevendo para culturacientífica.pichel@gmail.com antes da quinta-feira 10 de dezembro às 12hpm.
RE-ANIMA-TE!
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Iniciaçom à Dança Malinké (Curso Virtual)

24 de Novembro de 2020
  • Quando? sábado 12 de dezembro de 12h a 13h.
  • Quem imparte? Tania Veiga. Tens mais informaçom sobre ela, sobre a dança e sobre a sua Escola em www.DanzaTaniaVeiga.com
  • Formato virtual em directo. Passaremos-te a ligaçom a través da qual poderás seguir a aula.
  • Preço? À vontade.
  • Inscriçons em cursos@gentalha.org ate o dia 10.

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Esta é umha masterclass de Dança Malinké que oferecemos em streaming e em directo para que todas podamos bailar desde as nossas casas. Com esta aula temos vários propósitos: além de presentar a Dança Malinké e de que a goces na tua pele, queremos passar umha horinha coidando-nos e divertendo-nos por méio do baile. A Dança Malinké, carrega-nos as pilhas e como toda as danças, melhora o nosso sistema imunitário; uns bons ingredientes para estes tempos.

O nosso interesse com esta máster nom remata em ti, senom que se amplia ao colectivo. Com a tua achega estás ajudando a que este centro social independente, A Gentalha do Pichel, poda continuar com a sua labor, em tempos nos que as medidas que venhem limitando as nossas vidas actualmente, afectam enormemente a espaços como o nosso. Assim que com a tua achega segues a alimentar unha cultura viva, plural e para todas.

  • Para goçar desta masterclass precisas:

- Roupa cómoda para mover-te com liberdade.

- Água para re-pôr líquidos, porque normalmente suamos bastante.

- Um espaço aproximado de 2m x 2m

- Móvel, tablet ou computador conectados a Youtube.

- Recomendamos uns bons altofalantes.

As persoas assitentes nom ides ter vídeo nem micro, assim que as que tenhades mais vergonha estades mui coidadinhas. Si tendes dúvidas poderedes escrever no chat.

Se gostas da masterclass, a Dança Malinké e a sua forma de ensinar, podes seguir bailando com Tania nas suas Aulas Regulares, tanto Presenciais coma em linha. Aqui tens mais informaçom: www.DanzaTaniaVeiga.com/cursos

Apaga Netflix, acende o Pichel. Ciclo de documentários no cs o pichel

23 de Novembro de 2020

Início às 19h30 pontuais.

Imprescindivel reserva prévia em reservasgentalha@gmail.com (umha única reserva por pessoa)
Capacidade limitada. Uso obrigatório de máscara.
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Se precisas da Gentalha, a Gentalha precisa de ti

14 de Novembro de 2020

Como muitas e muitos de vós sabedes, o Centro Social O Pichel está fechado e onde noutrora soaria o eco de intermináveis foliadas ou do concerto dalgumha banda galega emergente, agora reina o silêncio. Porém, a Gentalha nom paraliza a sua atividadee resiste-se a fazê-lo. Fazemos parte dumha cidade que nom se reconhece a si mesma sem o intenso movimento cultural, político, vizinhal e estudantil que a define. Que para além da imagem de lugar de peregrinaçom que tanto promoverom e promovem as instituiçons que padecemos, sempre resistiu a converter-se num dócil decorado onde os visitantes fazerem selfies. Que longe de resignar-se à esmagadora tendência ao consumo, nunca deixou de produzir conhecimento, memória, resistências e sobretodo organizaçom popular. Da Gentalha é essa Compostela criativa e rebelde a que queremos reivindicar e, com ela, o imprescindível papel do associacionismo cultural. Queremos também reclamar a vigência do projeto que encetamos há já quase 17 anos e o nosso orgulhoso compromisso a nom deixar que a crise capitalista já descontrolada pola pandemia o faga esmorecer. Porém, nom ocultamos as dificuldades às que nos enfrentamos. O C.S. O Pichel é um projeto autogerido cuja viabilidade económica está em sério risco de nom tomarmos urgentes medidas. O debilitamento financeiro e as dificuldades para desenvolver boa parte das iniciativas polas restriçons vigentes som os grandes reptos aos que se enfrentem projetos autogeridos como o nosso. Por isso, numha situaçom tam adversa para as classes populares, é mais necessário do que nunca tecermos laços e criarmos escudos de autoproteçom que blindem os projetos pensados por e para o povo.

É por isso que se precisas da Gentalha, a Gentalha precisa de ti.

Como fazê-lo?

Se já eres sócia e podes subir a tua quota, nós poderemos afrontar às despesas mensais.

Se nom és sócia mas pensaches em sê-lo, agora é um bom momento.

Se queres fazer umha achega pontual podes fazê-lo na conta da associaçom: ES10 0081 0499 60 00014 11744

arredor de defuntos, cabaças e samaim

31 de Outubro de 2020

Para este atípico dia de véspera de Defuntos tínhamos preparadas umha série de atividades que finalmente, pola situaçom sanitária na que nos atopamos, tiverom de ser canceladas.

Achegamos um textinho arredor de Defuntos, cabaças e Samhain -autoria da Comissom de História- com o que queriamos contextualiza-las.

No século VIII a festa cristiá em honra de todos os santos –que se vinha celebrando desde o s. IV- fixa-se em Inglaterra no primeiro de novembro com o nome de Todos os Santos. Um século depois já se propagara por todo o império carolíngio. Desta festa cristiá e, com certeza, da sua mestiçagem com outras pré-cristiás, resultou na Galiza a celebraçom de Defuntos e também o Magusto. Castanhas, lume, cabaças e defuntos envolvem-se na festa por excelência de Outono, que de outra beira do Atlântico chamam Halloween; festa que nos últimos anos, paradoxalmente, se celebra também na nossa Terra, com o sucesso do indiano que volta rico da emigraçom.

AS ÂNIMAS E O LUME. Na cultura tradicional galega a relaçom entre mortos e vivos é tam intensa que os defuntos continuam a serem sujeitos ativos e sensíveis da comunidade, cuja opiniom é mui importante ter em conta. Os mortos habitam o nosso mundo. As alminhas conhecem-se pola luz, polo ar, e por certos animais. A apariçom em forma de luz é a mais habitual, também a da avelainha, inseto que procura a luz. Vicente Risco lembrava um formoso conto irlandês, que bem poderia ser galego, no que se lhe di a umha pessoa que vai matar umha avelainha: “E como sabes que nom é a alma do teu avô?”.

AS CAVEIRAS DE CABAÇA . As caveiras de cabaça faziam-se com nabos, melons dos porcos, cabaça ou olas de barro velhas. Talhavam-se-lhe os olhos, nariz e boca de umha caveira e transformava-se em lâmpada pondo-lhe umha vela dentro. Colocavam-nas em tempo de Defuntos nas corredoiras, hórreos, cemitérios, encruzilhadas…, para susto dos despistados e alegria da rapaziada, principal protagonista desta diversom. A tradiçom do talhado de caveiras de cabaça por Defuntos recuperou-se mui rapidamente nos últimos anos, de Cedeira ao resto da Galiza, graças à vontade e trabalho da AC Chirloteiro, que a resgatou do esquecimento. À festa dêrom-lhe o nome gaélico de Samhain.

BANQUETES FUNERÁRIOS E CASTANHAS. O Magusto nom deixa de ser, como sinalou Manuel Murguia, um banquete funerário, como os que proibiram os Reis Católicos, sem muito sucesso, em 1483 no Reino da Galiza, mas nom por um defunto em concreto, senom por todos. Na Galiza tradicional em toda essa época à que se lhe chama de feito genérico o Inverno, incluindo o Outono, encontramos elementos carnavalescos. A sexualidade, que está no centro do carnavalesco, ressoa também com força no Magusto. É, como no banquete fúnebre o unas outras bromas de velório, o triunfo da alegria sobre a tristura, da vida sobre a morte.

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perante as novas restriçons

22 de Outubro de 2020

 

COMUNICADO DO CONSELHO GERAL
Perante as novas medidas recolhidas no DOG para a nossa localidade, o Conselho Geral da Gentalha, reunido no serám de ontem decidiu o seguinte:
1. Fechamos o bar até novo aviso. A impossibilidade de combinar com pessoas nom conviventes e de atender mesas em interior, somada às adversas condiçons metereológicas, leva-nos a tomar esta dura decissom num momento no que a revitalizaçom económica do espaço é urgente.
2. Vamos tentar continuarmos com os cursos, adaptando-nos, na medida das possibilidades de cada um deles, às novas limitaçons numéricas e oferecendo soluçons de seguridade para todxs.
3. A atividade cultural do centro social manterá-se através de palestras, concertos ou outros formatos adaptando-nos sempre às lotaçons recomendadas e cumprindo as medidas de segurança já vigorantes em todo o local.
Por último, queremos trasladar a todas as nossas sócias e sócios, às utentes, ao alunado de cursos e amigas da Gentalha o nosso agradecimento por continuardes a ter no Pichel um espaço de referência a pesar das incomodidades do contexto.
Os tempos som chegados e hoje mais do que nunca precisamos-vos para resistir a tormenta e voltar a florescer.
APOIA OS CENTROS SOCIAIS!

Monográficos de Outubro

19 de Outubro de 2020

Ficache sem praça em baile e pandeireta? Nom te preocupes! Aqui trazemos umha soluçom!
Propomos, para este mes de outubro, dous monográficos de iniciaçom, um ao baile tradicional e outro à pandeireta, assi como um de pandeireta para quem já sabe um chisquinho (nivel intermedio).

Inscriçons até dous dias antes de cada monográfico em cursos@gentalha.org

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Aqui tedes a informaçom:

  • Inicia-te na pandeireta, desde a base! com Carme Iglesias. Sexta feira 30, de 11h a 13h.
 Tinhas idea de iniciar-te este curso na pandeireta e chegaches tarde? Este é o teu monográfico! Conheceremos os primeiros movimentos e ritmos para quem nom sabe nada: abaneos, jota, muinheira, agarrado… até algumha copla botaremos!
Prezo: 25€(sócias) / 30€ (nom sócias)
  • Pom-lhe acento ao teu instrumento. (Pandeireta nível intermédio) com Carme Iglesias. Sexta feira 30, de 19h a 21h.
Ana-come-pam  ana-come-pam….Ana já deve estar empachada! É o momento de saír da comodidade rítmica de sempre e experimentar novos acentos percutivos. Apanha bilhete e embarca-te nesta viagem, com o nosso instrumento, ao sul pontevedrés.
Prezo: 25€(sócias) / 30€ (nom sócias)
  • Inicia-te no baile, desde a base! com Chus Caramés. Sábado 31, de 11h a 13h30.

Rabeas por aprender a bailar e participar das foliadas? Quigeste anotar-te este ano e ficas-te sem praça? Aqui tes a soluçom! Vem aprender os passos básicos e entender as dinámicas do nosso baile tradicional.

Prezo: 25€(sócias) / 30€ (nom sócias)

CARME IGLESIAS é integrante das Pandeireteiras Bouba, da Pontragha. As pessoas velhas da comarca, de quem aprendeu a música, estám presentes no seu modo de tocar e ensinar. De Tordoia portas para fora… Começa a rota da pandeireta!
CHUS CARAMÉS há décadas que anda no baile galego. Começa de mui novinha na agrupaçom folclórica da sua terra natal e a dia de hoje continua aprendendo da man das nosas pessoas velhas e em festas e foliadas. Além de bailadora e pandeireteira, é a organizadora dum evento muito importante para a música tradicional do país, “os Encontros de Música Tradicional de Carvoeiro.
PROTOCOLO CURSOS DO PICHEL ANTE O COVID.
- Garantir rátios protocolárias.
- Ventilar e/ou usar espaços ao ar livre caso as condiçons metereologicas o permitam.
- Desinfetar o espaço.
- Uso de máscara durante todo o tempo que se permaneza no Centro Social, incluindo o momento da actividade.
- Desinfeçom de mans e calçado a través do hidrogel e do felpudo higenizante que o C.S disporá
- Nom assistir à actividade si se padece algum sintoma de Covid-19
- Avisar ao C.S caso se confirme possitivo ao virus.

Os Centros Sociais perante o julgamento das 12 independentistas detidas na Operaçom Jaro

17 de Outubro de 2020
Os Centros Sociais abaixo assinantes fazemos um chamamento à solidariedade e denúncia social ante a petiçom, por parte da fiscalia do Estado Espanhol, de 102 anos de prisom para as 12 pesoas processadas na Operaçom Jaro I e II, assim como a ilegalizaçom das 2 organizaçons implicadas: Causa Galiza e Ceivar. De novo, as forças repressivas do Estado Espanhol, na sua mania persecutória de aniquilar todo quanto atente contra os seus interesses neoliberais e centralistas enraizados baixo a sombra ideológica do franquismo, criminaliza a solidariedade e a luita polos direitos políticos e sociais de todo um povo, inclusive o seu direito de autodeterminaçom -direito legítimo recolhido na DDHH-, coa escusa de servir ambas organizaçons de cobertura e enaltecimento do “terrorismo galego”.
Os Centros Sociais nom somos alheios a estas dinámicas repressivas. Nos últimos anos fomos asaltadas, saqueadas e incorporadas às diferentes campanhas de criminalizaçom contra o independentismo galego saídas das cloacas do estado e que contarom com a inestimável colaboraçom dos meios de (des)informaçom.
A pantasma “Resistência Galega” nom deixa de ser um invento de pesadelo infundado na sociedade através da complicidade dos médios de (des)informaçom para irradiar inseguridade e ódio e poder, assim, justificar as suas actuaçons de “orde e seguridade cidadá nacional” contra quem defende e luita pola liberdade e a justiça social e os direitos dos povos. A defensa da terra nom deberia ser delito, se nom um direito de todas ante a especulaçom, manipulaçom e violência que, dia a dia, recebemos da mao e baixo o controlo das elites políticas e económicas para satisfazer os seus interesses. Por isso cumpre solidariedade social, porque a defensa dos interesses de todas é de responsabilidade e compromisso de todas. Porque nom podemos permitir que os nossos direitos sigam sendo pisados.
Nom podemos deixar que o nosso direito de organizaçom para a denúncia e açom social ante o abandono, repressom e espólio no que se atopa a nossa terra seja castigado.
Porque se tocam a umha, tocam a todas.
Centro social A Gentalha do Pichel (Compostela).
Fundaçom Artábria (Ferrol)
Centro social Gomes Gaioso (Corunha).
Centro social Mádia Leva! (Lugo).
Centro Social Xebra (Burela)
A.C. A Galleira (Ourense)
Centro social O Quilombo (Ponte Vedra).
Centro social Fuscalho (Guarda).
Centro social Faísca (Vigo).
Centro social A Revolta (Vigo)
CSA A Cova dos Ratos (Vigo)
A Casa Colorida (Nigrám)
Coletivo Terra (Pontedeume)
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conversas sobre a memória do espólio

15 de Outubro de 2020
A luita pola devoluçom do paço de Meirás e a reclamaçom do Concelho de Compostela polas estátuas de Abraham e Isaac pugérom no foco mediático o património roubado pola família Franco. Como chegou todo isto às suas maos e como estám a ser os processos para a recuperaçom do espoliado?
Com a presença de Goretti Sanmartín (concelheira do BNG em Compostela) e de Carlos Babío (co-autor de “Meirás: un pazo, un caudillo, un espolio”).
Com reserva prévia em: reservasgentalha@gmail.com
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SOLIDARIEDADE COM CAUSA GALIZA, CEIVAR E AS 12 MILITANTES JULGADAS

12 de Outubro de 2020

 
O vindouro 19, 20 e 21 de outubro serám julgadas 12 militantes independentistas sob a acusaçom de “pertença a banda criminosa” e “enaltecimento do terrorismo” e com elas julgarám umha organizaçom independentista, Causa Galiza, e o organismo anti-repressivo Ceivar. Da Gentalha do Pichel queremos trasladar a nossa solidariedade com as companheiras julgadas e amosar a nossa preocupaçom com a crescente tendência por parte do Estado a tipificar como terrorista ou ilegal qualquer atividade política dirigida a superar o status quo e transformar a realidade.
Entendemos que a solidariedade é muito mais que amosar o imprescindível afecto ou ánimo a quem sofre a violência do aparelho repressivo, a solidariedade é ante tudo, reconhecermo-nos coletivamente numha mesma luita, assumirmos conscientemente que hoje som elas julgadas e amanhá poderemos ser nós ou vós, em definitiva, que quando as julguem a elas, julgaram-nos a todas as que trabalhamos por umha Galiza dona de si.
SÓ QUEM SE MEXE SENTE AS CADEIAS. SOLIDARIEDADE!