MONOGRÁFICOS DO PICHEL: INVERNO 2020

15 de Janeiro de 2020

Dúvidas e inscriçons em cursos@gentalha.org

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FEVEREIRO

• Maneo maneado.

Sexta- feira 7 de 18.30 a 20h. Preço 22€.
Este dia o curso estará dirigido a pessoas já iniciadas no Maneo que quiserem ampliar o seu repertório de pontos e voltas. Nível Intermédio.

Sexta- feira 28 de 18.30 a 20h. Preço 22€.
Este dia o curso está dirixido a, de umha banda traballar determinados jeitos das informantes e por outra, a traballar recursos menos conhecidos do Maneo. Nível Avançado.

Ramón do Serrador – Bergantinham de origem, achega-se ao baile na procura de mais informaçom sobre as suas raizes familiares, já que cre na cultura local como forma de identificaçom e reconexom com o nosso e com nós mesmxs.

MARÇO

• Iniciaçom ao Samba no pé.
Segundas feiras de 21h a 22h. Preço 20€. Começo no dia 2.

Da mistura de ritmos africanos e europeus, o samba nasceu no Brasil e pode ser bailado de variados modos, dependendo da regiom e da situaçom. Aprenderemos no curso os passos básicos e algumas figuras do “samba no pé”, nome do estilo livre e improvisado de bailar o samba.

Márlio Barcelos – Brasileiro, professor de português, morador em Santiago de Compostela há mais de 5 anos e bailador desde criança.

• Percussom doméstica na provincia de Ourense
Curso dividido en 3 obradoiros que se podem realizar independentemente ou em bloque.
Preços:
1 Obradoiro/ 20€
2 Obradoiros/ 30€
3 Obradoiros/ 50€

1. “Um parece o cu do pote e outro o rabo da sartén” (Fumaces, Riós). Sábado 7 de 11h a 13h.
• caçola (tijola) e culheres
• jota, muinheira e agarrado (passo-doble)

2. Nom todo Aviom é Linhares. Sábado 14 de 11h a 13h.
• lata
• toques característicos de Rodeiro e Mangüeiro na jota e na muinheira

3. Mergullando-nos na Antela: A Limia – Alhariz. Sábado 21 de 11h a 13h.
• táboa de lavar a roupa e garrafa de anís
• jota, muinheira e valse

Xavi Castaña – Tivo o primeiro contacto com a pandeireta, o canto e o baile de mam de sua avoa em Fondodevila (Banhos de Molgas, Ourense).
Com 16 anos empezou a mover-se polo mundo dos fiadeiros e serans, fazendo recolhidas por Ourense (comarcas do Ribeiro e da Limia) e sur de Pontevedra, e aprendendo das senhoras de cada aldeia.
Foi professor de pandeireta e baile no centro sociocultural de Merí (Ourense)
Na actualidade dá aulas de pandeireta e pandeiro quadrado em Compostela.

Contra as pseudoterapias

14 de Janeiro de 2020

A Comissom de Cultura Científica da Gentalha do Pichel tem em andamento umha campanha de análise do fenômeno das pseudoterapias desde umha perspectiva crítica. A continuaçom oferecemos o texto de apresentaçom e, afinal, os textos específicos sobre diversas pseudoterapias, analisando os seus princípios e riscos associados ao seu uso. O primeiro deles trata sobre a acupuntura e já está disponível.

contra as pseudoterapias

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a gentalha do pichel polo direito à cidade

8 de Janeiro de 2020

O QUE ACONTECE COM A NOSSA CIDADE?

As turistas chegam, vem e marcham. Fam-no a milhares e a cada vez estám mais perto de ser o sujeito principal em que se baseará a vida social e económica da nossa cidade.
A zona velha já deixou de ser um espaço para a vizinhança compostelana e por diversos bairros agromam pisos turísticos ilegais que, ademais de lucrar-se de jeito irregular, criam problemas de convívio e transformam a vida na cidade.
Ademais, a especulaçom imobiliária está à espreita. As proprietárias de imóveis começam a calcular que será mais rendível o alugueiro para turistas do que para o estudantado ou a vizinhança compostelana. Os pisos bons reservam-se para os turistas, enquanto os mais velhos som para a gente jovem, que sofrem ademais o incremento dos preços produto da especulaçom imobiliária. Todo isto cria as condiçons ótimas para que estudantes e classes trabalhadoras fiquem expulsas do centro urbano.
Se isto acontece nos espaços privados, o espaço público está a ser objeto visível de massificaçom e privatizaçom. As praças enchem-se de terraços, passando o espaço público a ser fonte de exploraçom das empresas hoteleiras, um sector que virou fulcral na economia compostelana e em que se disparam os níveis de precariedade laboral. Por outra banda, a massificaçom, ademais da dificuldade de mobilidade, exprime-se também numha contaminaçom acústica e ruídos em horários de descanso da vizinhança.
A turistificaçom agride também a nossa língua, a nossa cultura ou a nossa identidade como galegas. Passear polas zonas mais turistificadas da zona velha de Compostela é constatar a desapariçom do galego e a presença de cardápios em espanhol, inglês e outras línguas do mundo. As lojas de souvenirs, ademais de merchandising religioso e do Caminho de Santiago, mostram umha visiom folclorizada da nossa cultura, com bruxas, queimadas, elementos de duvidosa influência céltica ou trajes ‘tradicionais’.

A TURISTIFICAÇOM EM NÓS

Conhecer outras culturas, ter experiências noutros países, mover-se polo mundo… som atividades que semelham imprescindíveis para umha cidadá cosmopolita do século XXI. Para quem conta com liberdade de circulaçom há linhas aéreas low-cost, estabelecimentos hoteleiros com ofertas especiais ou viagens já totalmente programadas com todos os lugares que a indústria do turismo considera de imprescindível visita. Viajar converte-se em consumir um espaço. Os lugares turistificados e as suas identidades convertem-se em objetos uniformizados para o seu consumo por pessoas ávidas de experiências, despreocupadas polo efeito que o seu passo polo lugar pode gerar nele.
Este nom é um rol do que nos vejamos isentas quando visitamos outros lugares. Para a indústria turistificadora, qualquer umha de nós pode resultar rendível se nos adaptamos às opçons de consumo que nos oferece. Também, a total mercantilizaçom do espaço urbano provoca que parte da populaçom dos lugares turistificados veja isto como a forma a partir da qual conseguir ingressos económicos. Ademais da já citada precariedade na hotelaria, aparecem pequenas iniciativas empresariais ou especuladoras que procuram tirar proveito do fenómeno turístico, nalgumhas ocasions como sustento económico e noutras como lucro.
A turistificaçom nom só nos rouba o espaço público e a convivência, mas também as ideias e as energias para criarmos laços de cercania, em comunidade e afastados do mercado.

DEFENDER A CIDADE

Luitar contra a turistificaçom é luitar por recuperarmos a cidade. Por fazermos de Compostela um lugar habitável para as que queremos desenvolver aqui as nossas vidas, as que nom vimos só para abraçar o santo e subir selfies às redes sociais. Defender Compostela da turistificaçom é defender o nosso direito à cidade. Umha cidade sustentável ecológica e economicamente, com ruas de uso público, que respeite o direito à vivenda de todas as suas habitantes… um modelo mui afastado dos planos da Junta da Galiza e do Concelho de Santiago.
Da Gentalha do Pichel queremos criar um espaço próprio do qual analisar esta realidade e as mudanças que estám a provocar na nossa cidade e nas nossas relaçons vizinhais. Nom temos que irmos muito longe, pois perto de nós agromárom nos últimos anos albergues para peregrins e alojamentos turísticos ilegais.
Ademais da reflexom, achamos também importante agir com a criaçom de um discurso público e atividades na rua. Umha açom que pode começar do mais cercano a nós para ir procurando alianças com mais vizinhas da cidade e espalhar a ideia de umha outra forma de viver a cidade.
E este trabalho apresenta urgência, pois ademais de todas as problemáticas expostas estamos às portas de um macroevento que pretende converter o nosso país numha maquina de atrair turistas, com o casco velho de Compostela como epicentro: o Jacobéu 2021. Se nom queremos ver a nossa cidade varrida polo consumo e o mercado cumpre organizar-se.
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GALIZA NOM ESQUECE. SÉRIE PRETA: FELIPE GIL CASARES (1877-1953)

23 de Dezembro de 2019

GIL CASARES, Felipe (1877-1953)

Licenciou-se em direito e foi catedrático de direito civil na universidade compostelana.

Foi alcaide de Compostela em duas ocasions, a primeira durante a ditadura de Primo de Rivera, em 1923 – 1924 e a segunda de novembro de 1930 a abril de 1931.

Logo de proclamar-se a República entrou em Acción Popular, partido que passou a fazer parte da Confederación Española de Derechas Autónomas (CEDA), coligaçom pola que saiu elegido deputado pola província da Corunha nas eleiçons gerais de 1933 e de 1936.

Quando se produziu o golpe de estado de 18 de julho de 1936, presentou-se ao comandante militar de Compostela José Bermúdez de Castro com 30 moços das Juventudes de Acción Popular (JAP), as juventudes da CEDA, armados para oferecer os seus serviços aos sublevados. Em novembro de 1936 foi nomeado reitor da USC, posto desde o que promoveu unha juntança de apoio aos sublevados entre os reitores da Espanha franquista dirigida à comunidade internacional.

Desde novembro de 1938 foi magistrado da Sala do Contencioso-Administrativo do Tribunal Supremo.

Morreu em Vila Garcia aos 76 anos de idade.80277289_2501263946810658_5742123068591964160_o

REINTEGRACIONISMO 2.0.: A AGENDA 2020 DA GENTALHA!

10 de Dezembro de 2019

Já está para sair do prelo umha nova ediçom da agenda da Gentalha do Pichel e desta volta vém com algumha novidade. Após vários anos com a Comissom de meio natural ao leme, neste 2020, ano no que o Dia das Letras homenageará a Ricardo Carvalho Calero, decidimos conceder a temática da agenda ao movimento social ao que mais e melhor tem contribuído esta destacada figura da cultura galega: o reintegracionismo.
Com elaboraçons teóricas que apostavam inequivocamente pola reintegraçom da ortografia do galego à do português, Carvalho Calero nom só argumentou a sua tese em base ao estudo sistemático da língua mas também foi capaz de elaborar umha proposta normativa permitindo a correspondência entre a dimensom teórica e a prática.
Porém, o legado do autor vai muito além dos seus contributos ao movimento reintegracionista. Combatente antifascista, encarcerado polo franquismo, republicano e nacionalista, foi condenado ao ostracismo durante a ditadura, mas isso nom impediu que o ferrolano cultivasse umha extensa obra de ensaio, narrativa, teatro ou poesia e que se convertesse no primeiro Catedrático de Língua e literatura galega.
Caberia pois perguntar-se como um autor com tam dilatada obra e indiscutíveis achegas à normalizaçom, normativizaçom e estudo da nossa língua suscitou tantas reticências por parte da Real Academia Galega para ser homenageado no Dia das Letras. Caberia perguntar-se por que após em 2007 a Fundaçom Artábria iniciar umha campanha para solicitar formalmente que em 2009 se homenageasse a Carvalho Calero, as negativas por parte da RAG forom constantes. E tristemente todas as respostas parecem apontar à opçom ortográfica defendida por Carvalho Calero, opçom explicitamente criticada por parte desta instituiçom que constitui o maior exponente do isolacionismo linguístico e da castelhanizaçom do nosso idioma.
Porém, as recusas da RAG nom impedirom que o movimento reintegracionista mantivesse viva a memória de Ricardo, nom apenas mediante a divulgaçom da sua obra ou a organizaçom de homenagens populares mas também, e sobretudo, contribuindo a estender as suas teses, empregando e estudando a norma reintegracionista, enfrentando-nos às críticas de quem nos di “escreves raro” ou “estamos na Galiza, nom em Portugal”, levando o NH, o LH e o -çom a cada recuncho no que dúzias de ativistas pola língua podemos chegar, em definitiva, contribuindo a normalizar a nossa língua no padrom que lhe é próprio.
Esta agenda pretende ser um guia para alargar a nossa prática reintegracionista, conhecer as múltiplas vozes que desde a organizaçom política, a música, a literatura, o ensino, o comércio , a arte…entendemos o galego como língua extensa e útil.
Porque as de abaixo, as ativistas pola língua, as militantes dos movimentos sociais, as que trabalhamos sem amparo e sem corseletes institucionais, homenageamos a Carvalho Calero todos os dias.

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dezembro no centro social o pichel

3 de Dezembro de 2019

Foliada aberta, música ao vivo e visita do gigante do Courel, atividades do derradeiro mês de 2019 no nosso centro social.

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SOLIDARIEDADE COM AS 12 INDEPENDENTISTAS ENCAUSADAS NA “OPERAÇOM JARO”

15 de Novembro de 2019

Da Gentalha do Pichel somamo-nos ao conjunto de agentes políticos, sociais e culturais que durante estes dias mostrárom a sua solidariedade com as 12 militantes independentistas galegas inesperadamente acusadas a um total de 102 anos de prisom por pertença a organizaçom criminosa e delitos de enaltecimento de terrorismo. Do mesmo jeito, solidarizamo-nos com a organizaçom política Causa Galiza e o organismo antirepressivo Ceivar por se estárem a enfrentar à possível ilegalizaçom por umha alegada atividade terrorista.
Para além da inexcusável solidariedade com as represaliadas, da Gentalha achamos também que esta montagem policial nom é um facto isolado que podamos ignorar. Embora a perseguiçom e repressom do independentismo galego nom sejam algo novidoso ou recente, as desproporcionadas petiçons de prisom e a tentativa de ilegalizar organizaçons, é um grave sintoma que mais cedo que tarde está chamado a estender-se ao conjunto de pessoas que conformamos os movimentos de transformaçom social do nosso país.
Nom nos podemos permitir olhar para outro lado em plena deriva fascistoide e autoriária do Estado espanhol, claramente empenhado em sufocar os processos transformadores em base a umha calculada repressom e um aparelho mediático perversamente manipulador.
Por isso, da Gentalha condenamos este novo ataque às nossas liberdades e chamamos à solidariedade activa com as companheiras perseguidas.
Nom estades sós!

magusto picheleiro

12 de Novembro de 2019

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Chega umha nova ediçom do magusto picheleiro!
Este ano contaremos com um obradoiro de decoraçom com cabaças, em colaboraçom com a escola Semente, e outro de elaboraçom de doces de outono.
Contaremos também com as atuaçons do duo Caamaño-Ameixeiras e de Som da Gentalha, o grupo de música tradicional do Pichel.
Haverá castanhas, e algumha cousa mais para petiscar!

Eis o programa:
- 17h00 Obradoiro de cabaças com Semente Compostela.
- 19h00 Obradoiro de sobremesas de outono (inscriçons em cursos@gentalha.org até o 13/11 ás 00h00)
- A partir das 21h00 ceia e magusto.
- 22h00 Caamaño-Ameixeiras.
- 23h00 Som da Gentalha. Grupo instrumental do Pichel.
- Ao acabar… Foliada aberta!

6 de Novembro de 2019

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Bota a andar a exposiçom de cartazes ‘Galiza nom esquece’ polos centros socioculturais do concelho. Já está instalada na Lavacolha e depois seguirá polo Romanho, Ámio, Grácia, Vilhestro ou Cornes. Podes pedir a exposiçom para o teu centro social, bar, loja… no mail gentalha@gentalha.org

Desde ha mais de umha década, durante a nutritiva vida organizativa da comissom de história da Gentalha do Pichel, temos trabalhado e investigado com tenacidade para producir a série de cartazes que hoje podes desfrutar convertidos em exposiçom. Em algum momento, o conjunto de ativistas que conformamos esta comissom, começamos a projetar a ideia de acrescentar umha nova linha de investigaçom. Levavamos tempo focando a nossa atençom nas heroicidades do nosso povo encarnadas nas pessoas que hoje figuram nesta exposiçom, mas era hora já de atender aos assassinos, censores, juices, polícias e fascistas de toda calanha que perpetrarom a terrivel repressom franquista.
Sabemos estudando estes nomes e, principalmente, estes apelidos vamos verificar umha inquietante continuidade das élites que padecemos.
Inciamos a série com Tomás Muñiz de Pablos. Pensamos que, precismente em Compostela, seria interesante começar pola ierarquia eclesial… e ele tem suficientes méritos para esta escura “honra”. Tras o senhor Arcebispo chegaram novos cartazes que já estam em preparaçom.

O que som e por que funcionam as vacinas?

1 de Novembro de 2019

O que som e por que funcionam as vacinas? Um novo texto da Comissom de Cultura Científica!
O QUE SOM AS VACINAS E POR QUE FUNCIONAM?

1. O QUE É O SISTEMA INMUNE?
É o conjunto de células e moléculas responsáveis da defesa do nosso corpo face a agentes externos como bactérias, vírus ou outros microorganismos.

2. COMO FUNCIONA?
Quando um microorganismo penetra no nosso corpo por umha ferida da pele, o ar, alimentos ou o contato com pessoas infectadas, é reconhecido polas células do sistema imune e por umhas moléculas denominadas “anticorpos”. A primeira vez que um patógeno entra no nosso corpo, o sistema inmune precisa de um tempo (1-2 semanas) para preparar a resposta defensiva de aí que naquelas doenças altamente virulentas, a resposta pode nom chegar a tempo.
O nosso sistema inmune conta com umha “memória” e num segundo contacto com o mesmo patógeno, é capaz de reagir de forma muito mais rápida e eficaz, de jeito que nem sequer percebemos sintomas. Eis onde entra o papel das vacinas.

3.- O QUE É UMHA VACINA?
A vacina é um preparado elaborado com formas inócuas dum determinado tipo de microorganismo, componentes do mesmo ou incluso derivados sintéticos. Por exemplo, a vacina contra o sarampo, porta formas inócuas do vírus causante de dita doença.

4. COMO FUNCIONAM?
A vacina “engana” ao nosso sistema imune que desconhece que está ante microorganismos atenuados e pom-se maos à obra como se dumha ameaça real se tratasse. Fabricam entom milhares de anticorpos para eliminar o agente invasor e umhas células de memória que ficam no nosso organismo para sempre.
Estas células de memória som mui importantes pois permitem que nos posteriores contactos com o patógeno, já tenhamos o nosso exército defensivo totalmente preparado para neutralizar o inimigo sem apenas inteirar-nos.

5. TENHEM EFEITOS SECUNDÁRIOS?
A maioria de efeitos secundários som leves e transitórios devidos à própria vacina, aos conservantes do preparado ou incluso a antibióticos que às vezes se incluem para evitar a contaminaçom do preparado. Os mais frequentes som a febre (comum por exemplo na triple vírica polos vírus atenuados) ou reaçons locais (como dor ou rubor).
E nom, nunca se conseguiu demonstrar a relaçom entre as vacinas e o autismo, a esclerose múltipla ou a síndrome de morte súbita em lactantes. Porém, estas tangas seguem a circular pola internet de forma muito irresponsável.
6. SOM REALMENTE EFICAZES?
Os dados mostram que as vacinas som a forma mais eficaz de previr doenças infeciosas. O descubrimento das vacinas e a posta em andamento de campanhas de vacinaçom a nível mundial permitiu a erradicaçom de doenças como a varíola (declarava-se mundialmente erradicada em 1980) ou a reduçom na Galiza do sarampo e difteria num 95%.

7. ENTOM POR QUE HÁ PESSOAS CONTRA AS VACINAS?
O rechaço às vacinas nom é novo mas os meios de comunicaçom e redes sociais estám a amplificá-lo. As causas de rechaço à vacinaçom divergem entre questons religiosas / filosóficas, questionamento da sua eficácia, medo aos efetos secundários e crítica ao monopólio da indústria farmacéutica. Curiosamente um dos argumentos mais esgrimidos para o rechaço da vacinaçom é o facto de estas terem já conseguido a erradicaçom de certas doenças tornando-se innecessário polo tanto inmunizar-nos. Mas é isso certo?

7. JÁ NOM SOM PRECISAS AS VACINAS?
As vacinas som responsáveis dumha imunidade individual mas também dumha imunidade grupal que só se consegue com umha cobertura total de vacinaçom. Por que?
As vacinas impedem que os patógenos nos gerem doenças mas nom impedem que os mesmos se transmitam no meio e infectem outras pessoas ou animais. Por isso, qualquer pessoa que nom foi vacinada e se pom em contato com o patógeno, poderá sofrer a doença. Aliás, algumhas doenças infecciosas som tratadas com antibióticos que, por sua vez, se saldam com um aumento da resistência dos microorganismos aos mesmos debilitando assim a nossa capacidade defensiva.
Doenças próximas a serem erradicadas como o sarampo, estám a recuperar a sua capacidade infecciosa e virulência precisamente pola crescente negativa à vacinaçom.
Só para lembrarmos: 500 milhons de pessoas falecerom no século XX pola varíola, doença hoje erradicada.

8. PODO-ME VACINAR E SER ANTICAPITALISTA?
Nom se pode negar que o motor de qualquer sociedade organizada sob o sistema capitalista é tirar lucro económico e, como tal, a indústria farmacéutica que produz as vacinas nom é alheia a tal fim. Porém, nom é menos certo que governos socialistas como o cubano, investem enormes esforços em desenhar novas vacinas que de jeito gratuíto se suministram ao conjunto do povo para melhorar a saúde comunitária. Doutra parte, nom está de mais lembrar como agentes opostos às vacinas, nom mostram qualquer escrúpulo em tirar lucro económico pola venda de “remédios” cuja efetividade é mais que questionável.

NOM TORNEMOS AO PASSADO! VACINA-TE!

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