Por umha Galiza livre, longa vida aos centros sociais!

25 de Julho de 2020

Por umha Galiza livre, longa vida aos centros sociais!

Com ou sem pandemia, as pessoas que conformamos a Gentalha sabemos que o 25 de julho nom é um dia qualquer.
O 25 de julho, Dia da nossa Pátria, da nossa Mátria, representa nom apenas a pervivência de um povo que com as suas contradiçons, segue a reconhecer-se como galego mas também e sobretudo, representa o decidido caminhar de múltiplos projetos que acreditamos na necessidade da organizaçom popular para recuperar a soberania da Galiza.
Os Centros Sociais forom e som um agente fundamental na nossa construçom nacional e da Gentalha somos conscientes do longo mais também fermoso trabalho que temos entre maos.
Porque a Galiza transformadora, a Galiza que normaliza a sua língua, a Galiza que constrói a sua própria cultura, a Galiza que conhece a sua história e reivindica às suas luitadoras, a Galiza que aprecia e protege o seu meio natural, a Galiza que combate o Patriarcado, a Galiza que cria a sua própria escola, a Galiza da luita sindical, da solidariedade e a luita antirepressiva, da juventude rebelde, da contrainformaçom…essa Galiza existe, ninguém a pode calar e da Gentalha queremos ajudar-lhe a fazê-la medrar.

Viva a Galiza ceive!
Viva o 25 de julho!
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Apresentaçom do livro ‘Nacionalismo e Anarquismo na Galiza (1840-1940)’

21 de Julho de 2020

Apresentaçom do livro ‘Nacionalismo e Anarquismo na Galiza (1840-1940)’ com os autores Dionisio Pereira e Eliseo Fernández, publicado por Edicións Positivas.
Para manter as normas de seguridade do centro social rogamos confirmar assistência em gentalha@gentalha.org

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apoia a gentalha!

26 de Junho de 2020

Apoia os centros sociais. Apoia a Gentalha! ☂️☂️☂️

Quem somos?

Somos um grupo de compostelanas que levamos 15 anos a fazer ativismo cultural na nossa cidade e comarca. A língua e cultura galegas, a vontade de aprender e difundir a nossa história, a nossa música… som os nossos eixos de trabalho. A nossa associaçom gere o centro social O Pichel em Santa Clara 21.

Por que é importante apoiar a Gentalha?

A Gentalha é umha associaçom autogerida, que nom depende de nengum organismo público nem privado, e que obtem os seus fundos das suas associadas e das atividades que organiza. Organizamos cursos, roteiros, concertos, palestras, festas… Sempre com umha perspectiva crítica, popular e nacional. Nestes 15 anos temos colaborado na criaçom de iniciativas como as escolas Semente, a equipa de futebol gaélico Suévia e a Liga Gallaecia de futebol gaélico. Algo tivemos a ver também na difusom da figura do Apalpador.

O nosso centro social é lugar de reuniom, recursos e organizaçom de atividades para multitude de coletivos e um centro de atividade cultural e política da cidade.

A crise da COVID pom-nos numha situaçom mui delicada e, mais do que nunca, precisamos do teu apoio e participaçom.

Como podes colaborar com a Gentalha?

Existem muitas formas de colaborar com a nossa associaçom. Algumhas delas som:

Participar nas nossas comissons de trabalho. Organizamos a nossa actividade arredor de distintos eixos. Atualmente estám ativas as comissons de Cultura e novas criaçons, Defesa da língua, História, Meio Natural e Cultura científica. O ano que vem impulsaremos a Comissom antituristificaçom. Se estás interessada em participar, podes encaminhar um correio a gentalha@gentalha.com e daremos-che toda a informaçom que precisas.

Participar nas nossas actividades e cursos. Atualmente estamos a trabalhar na programaçom da Universidade Popular que organizamos todos os meses de julho.

Emprega o nosso centro social. Por mor da crise da COVID, o nosso centro social nom está aberto ao público, mas pode-se reservar para fazer reunions, atividades e para o uso do nosso local de ensaio. Podes reservar o seu uso 48 horas antes enviando um mail a gentalha@gentalha.org.

Fazer-te sócia. Neste momento, o teu apoio económico é mais importante do que nunca. A crise da COVID fai que muitas das atividades com as que nos sustentavamos se vejam agora mui limitadas. Além disso, ser associada tem vantagens como descontos em cursos e concertos. Podes fazer-te sócia aqui.

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UNIVERSIDADE POPULAR DE VERAO 2020

25 de Junho de 2020

Mais um verao, e este verao mais que qualquer outro, evita as aglomeraçons e contagia-te de conhecimento na Universidade Popular da Gentalha.

De 6 a 17 de Julho, programamos diferentes cursos onde dúzias de pessoas partilharám saberes, experiências e reflexons. Este ano esticamos os cursos no tempo e também no espaço, polo que a Universidade durará quase duas semanas para evitar concentraçom de salas e de pessoas, e também ocuparemos diferentes espaços ao ar livre: praças, parques, bosques e o terraço do Centro Social. Também poderás fazê-los desde os lugares que tu quiseres, pois teremos algum curso em modalidade virtual.

De quereres participar em cursos de ecologia, género, dança, tecnologia, música, e também em cursos sobre a Covid-19, tens de inscrever-te no mail cursos@gentalha.org até as 16h do dia anterior ao curso. Ao receberes a confirmaçom, também che faremos chegar indicaçons de segurança com as medidas a tomar e lugar específico de onde se fará o curso, já que estará determinado polas condiçons climatológicas.

Preço por curso: 3€ (3’5€ nom sócia) Abono todos os cursos: 8€ (10€ nom sócias)

Preço solidário pola situaçom do Centro Social apôs a Covid: 5€-curso/ 15€-Abono.

Para os cursos em linha haverá opçom de pago telemático que vos indicaremos umha vez fagades a inscriçom.

LEMBRA: INSCRIÇOM OBRIGATÓRIA em cursos@gentalha.org até as 16h do dia anterior ao curso.

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CALENDÁRIO + INFORMAÇOM DOS CURSOS

SEGUNDA FEIRA 6 de JULHO

  • Imunologia para dummies: entende os testes da Covid-19. De 19h a 20h com Ángela Santaeufemia. No terraço do Pichel.

Entre o mais demandado hoje em dia pola cidadania estám os testes de deteçom de Covid-19 que podem ser muito úteis no estudo do desenvolvimento, progressom e transmissom da doença. Interessa-nos saber que tipos de provas há, como funcionam, para que servem exatamente, se som fiáveis, qual é a melhor, quando é melhor realizá-la, vantagens e inconvenientes de cada umha e mais questons relacionadas com as técnicas de deteçom da nova enfermidade. Portanto vamos elaborar um guia para aprender a diferenciar os distintos tipos de testes de COVID-19.

  • Todo é relativo? De 20h15 a 21h15 com Marcos Lopes. No salom de atos do CS O Pichel.

Se algumha vez sentiche interesse por conhecer que é isso da Teoria da Relatividade, este é o teu curso. Em pouco mais de meia hora explicaremos em que consiste a teoria, aspetos interessantes do contexto histórico no que se gestou e os fenómenos que explica. Para todos os públicos, independentemente do nível e conhecimento prévios.

 

TERÇA FEIRA 7 de JULHO

  • Projeto Rios no Sarela. De 11h a 14h com Paco Banhobre. Punto de encontro: Moinho do Lermo.

Roteiro polo rio Sarela para inspecioná-lo e conhecer a metodologia de trabalho do “Proxecto Ríos”. Recolheremos invertebrados para determinar a qualidade ecológica do médio aquático.

  • Andar nas nuvens. De 19h a 20h com Benxa Otero. No parque de Belvis (ao lado do campo de futebol)

Deitaremo-nos na erva do parque de Belvis a mirar as nuvens, e falaremos delas, dos nomes que tenhem e dos nomes que lhes pomos, dos filmes nos que saem, ou dos quadros e fotografias, e de todo aquilo que nos surgir.

E se esse dia nom há nuvens, imaginaremo-las!

QUARTA FEIRA 8 de JULHO

  • Desmascarar as nossas interaçons. De 18h a 20h. com Mari Fidalgo.  No Pichel.

O uso de máscaras como medida preventiva frente a contágios faz com que umha boa parte da nossa expressom facial fique limitada, impactando na socializaçom e na comunicaçom com as demais pessoas. Neste obradoiro partilharemos vivências e experimentaremos vias para comunicarmo-nos e interagir de forma mais autêntica.

  • Autodefesa laboral em tempos de pandemia (Para trabalhadoras da privada e do público). De 20h30 a 21h30 com Brais González. . Terraço do Pichel.
    A ideia deste curso é achegarmo-nos às mudanças no mundo do trabalho por causa da COVID-19 e poder fazer-lhe frente aos abusos laborais quer na empresa privada quer no setor público.

 

QUINTA FEIRA 9 de JULHO

  • De grazas a obrigada: “un espello” é “um espelho”. Dicas para escrever na nossa língua. De 18h30 a 19h30 com Alberte, Diego e Raquel da Comissom de Língua da Gentalha. Terraço do Pichel.

Por que escrevemos assim? Oportunidade e dignidade.  Como começar a fazê-lo? Algumhas dicas de como escrever em galego-reintegrado e aproveitar a tecnologia.

  • A saúde dos direitos na Covid-19. De 20h a 21h com Alba Nogueira. Terraço do Pichel.
    A declaraçom do estado de alarme e as medidas de proteçom sanitária tivérom umha resposta normativa intensa que pode ser analisada já avaliando a sua eficácia, respeito do autogoverno e qualidade democrática.  É contraditório proteger a saúde e proteger os direitos da cidadania?

 

SEXTA FEIRA 10 de JULHO

  • Roteiro sobre a problemática ambiental do rio Sar. Às 18h45 na Gentalha com ou 19h na Farmácia de Roxos. Com Pablo Gomez Sande.

Este roteiro interpretativo estará guiado polo biólogo e membro da Plataforma pola recuperaçom do Sar, Pablo Gómez. Nele falaremos sobre usos dos rios e a problemática ambiental do Sar. Visitaremos O Souto, a fábrica do Pego e a ponte Cabirta.

SÁBADO 11 de JULHO No sábado abrimos os cursos em linha!     A partir das 12h e até o último dia da UP poderás visualizá-los com a senha que che achegaremos apôs a tua inscriçom. Poderás consultar dúvidas depois de fazer o curso a través do email da gentalha.

  • Desinfetar-nos sem agredir-nos. Com Laura Picado. Em linha.

Faremos os nossos próprios desinfetantes de maos e superfícies com fórmulas efectivas contra a Covid mas menos agressivas com nós e o meio ambiente.

  • Botando pestes desde o início dos tempos. Com Ana García Earley. Em linha.

Transformaçons sociais e humanas através das pandemias históricas: desde a antiguidade, a gripe de 1918 ou a Covid-19.

  • O que precisas saber da Covid-19. Com Noa Valinho Ferraces. Em linha.

Neste curso trataremos de explicar aspetos gerais sobre a doença ocasionada polo SARS-Cov2, medidas de prevençom, epidemiologia centrada na área de Compostela e outros dados de interesse.

  • Ocupas o meu espaço, a natureza nas praias. Com Mamen López Marcos. Em linha.

As praias tendem a ver-se como o clímax de um relax merecido. Mas som ecossistemas dunares que estám a degradar-se polo turismo de sol. Este curso será um achegamento a esse mundo tam desconhecido.

SEGUNDA FEIRA 13 de JULHO

  • Ecologia na casa: creme dental e colónia. De 18h a 19h30 com Vero Torrijos. No Terraço do Pichel.

Neste obradoiro usaremos ingredientes naturais para fazer creme dental e colónia, sem a necessidade de produtos químicos de síntese ou testados em animais. (Traz um copo com tampa e umha garrafinha onde levares as mostras).

  • Roteiro da memória das mulheres de Compostela. De 18h a 21h. com Encarna Otero. Punto de encontro: As Marias, Alameda.

As ruas de Compostela conservam na sua memória histórias de mulheres, muitas vezes silenciada. Começaremos o roteiro perto das irmás Fandinho Ricart para depois ir polo Vilar, praça do Obradorio, Hortas … e finalizar na Fonte de Santo António, donde Maria Miramontes teve o seu último obradoiro de costura antes da repressom do 36 e posterior exílio a América.

  • Com o pandeiro desde o primeiro. De 20h a 21h com Carme Iglesias. No terraço do Pichel.

Tens um pandeiro na casa e ainda non te atreveste a tocá-lo? Para dar as primeiras passadas chega este obradoiro. Quatro esquinas e quatro ritmos básicos para lançar-se a tocar nas festas que ham de vir. Ribeirana, Jota, Valse, Rumba, e sobremesa surpresa.

TERÇA FEIRA 14 de JULHO

  • Pedalada Patrimonial (ciclo-roteiro). De 18h a 20h30 com a Comissom de História da Gentalha. Punto de encontro: C.S O Pichel.

Propomos-vos um passeio em bici pola contorna da cidade no que aproveitaremos para achegarmo-nos a alguns bens do nosso patrimônio histórico. (Faremos umha rota circular duns 25 km, com 400 m de desnível acumulado, sobre pavimento e pistas de terra)

QUARTA FEIRA 15 de JULHO

  • Jogando  com a luz.  De 18h a 19h. Com estudantado divulgador de Físca da USC. Salom de atos do Pichel.

Pequeno obradoiro interativo no que descubrirás as propriedades mais importantes da luz e as suas aplicaçons . A partir de 8 anos.

  • Entra no baile a bailar(e). Iniciaçom ás foliadas. De 19h30 a 20h30 com Chus Caramés. Ponto de encontro: entrada do CGAC.

Aprende a decifrar e mover-te ao compasso dessa gente que baila quando soam as gaitas e as pandeiretas.

QUINTA FEIRA 16 de JULHO

  • Eco-auditoria da água. De 18h a 19h30 com Vero Torrijos. Na fonte com estanque de Bonaval

Com a metodologia destinada à minimizaçom, neste obradoiro faremo-nos cientes da quantidade de água que esbanjamos diariamente, daremos dicas de aforro e verás os resultados na fatura!

SEXTA FEIRA 17 de JULHO

  • Tonalidade e modalidade na música tradicional e folk. Adaptaçom á gaita galega. De 18h a 20h com David Canto. Em streaming.

Aprenderemos a abordar melodia em modos ou tons pouco acaídos e fazê-los possíveis (ou desbotá-los por completo). Abordaremos desde os modos próprios da música vocal na Galiza opçons de géneros musicais a priori fóra de estilo.

  • Umha achega a bioconstruçom. De 19h a 20h30 com Adrián Senra. Centro Social O Pichel.

Trata-se dumha charla introdutória ao mundo da bioconstruçom na que abordaremos conceptos básicos, sistemas construtivos e pautas a seguir para umha construçom sustentável e respeituosa com o entorno.

  • Iniciaçom ao futebol gaélico. De 19:30 a 20:30h. com Marina Soto. Parque de Belvís.

Um pequeno treino dedicado à gente que nom sabe nada, sabe um bocadinho ou leva anos praticando o desporto. Falaremos das bases do futebol gaélico, dos princípios da Liga Gallaecia e faremos jogos próprios do treino de gaélico adaptados à situaçom atual.

 

UNIVERSIDADE POPULAR 2020

16 de Junho de 2020

book-2869_1920Mais um ano, desde a Gentalha do Pichel estamos a pensar na Universidade Popular que decorrerá do 6 ao 17 de julho.
Este ano, para respeitar as normas de segurança, faremos cursos ao ar livre, limitará-se o aforo às atividades e combinaremos com formaçons on-line.
O que segue presente é a vontade de construirmos coletivamente e pôr em valor os saberes populares. É por isso que se tiveres umha ideia que oferecer, convidamos-te a escrever-nos a gentalhadopichel@gmail.com com a tua proposta.
A Universidade Popular, mais que nunca, fazemo-la entre todas!

ativismo sim, responsabilidade também

15 de Junho de 2020

ATIVISMO SIM, RESPONSABILIDADE TAMBÉM

Atualizamos a lista de medidas a tomar no local social durante a quincena de 15 junho – 28 junho
- A abertura em horário habitual e o serviço de balcom continuam cancelados.
- O local está disponível para reunions e/ou ensaios musicais sempre e quando se figer reserva com umha antelaçom mínima de 48h escrevendo para gentalha@gentalha.org
- O uso da máscara será obrigatório sempre e quando nom se poda garantir umha distáncia mínima de 2m.
- Permitiram-se reunions simultáneas no terraço e no salom de atos.
- O máximo de pessoas reunidas no terraço será de 20 e no salom de atos, de 15.
- Os grupos musicais usuários do local de ensaio com mais de 4 integrantes poderám ensaiar no salom de atos sempre e quando nom se requira mover instrumental aparatoso como a bateria.
- Tanto grupos musicais como grupos que se reunem devem desinfectar todas as superfícies tocadas e/ou manipuladas seguindo as instruçons indicadas nos cartazes colados no local.

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HOJE MAIS QUE NUNCA, PROTEJAMOS OS PROJETOS AUTOGERIDOS

30 de Maio de 2020

A Gentalha é a casa de muitas militantes, ativistas e luitadoras que cada dia trabalhades para construír um mundo melhor.

É a casa também das que sentides conforto num espaço no que só se fala em galego, das que lhe tomades umha após os cursos, das que anotades na agenda as sexta de foliada, das que nunca falhades na saída anual a apanhar cogumelos, das Cineclubeiras, das Sementinhas, das Suevas, das fãs das grelhadas no terraço e um longo et cetera.

Por isso se nos figérom muito longos estes quase três meses com as portas desta grande casa fechadas e ainda hoje sentimos a impotência da contradiçom entre a imensa vontade de abrir e a necessidade de nos proteger coletivamente perante umha ameaça biológica que tristemente nos tocou bem de perto.

Após debatermos e trabalhar intensamente num plano de desconfinamento que compatibilize a urgente necessidade de reativar espaços de contrapoder com a imprescindível autoproteçom, o Conselho Geral da Gentalha decidimos abrir o Centro Social para que os grupos musicais residentes do local de ensaio e aqueles coletivos que o desejem podam fazer uso do espaço com as máximas garantias de segurança sanitária.

Assim, a partir da vindoura segunda-feira 1 de junho, começamos a abrir as nossas portas paseninho e com a cautela de sabermos que estamos ante um processo de desconfinamento que, orquestrado polo Estado espanhol, parece responder mais às próprias necessidades do Capitalismo que a critérios científicos.

Por todo isto, dotamo-nos dum protocolo com umha série de medidas de segurança que todas as usuárias devemos cumprir.

De quererdes usar o espaço, devedes ter em conta as seguintes condiçons prévias:
- Reservar com umha antelaçom mínima de 48h escrevendo a gentalha@gentalha.org para podermos ter todo pronto nas máximas garantias de higiene.
- Formar grupos de menos de 15 pessoas
- Só estará disponível o terraço e o salom de atos.

As medidas concretas de segurança sanitária serám-vos achegadas quando figerdes a reserva.

Aliás, lamentamos comunicar que os cursos de dança, gaita, canto e pandeireta nom poderám ser retomados no local porque os requirimentos de uso de máscara e a inseguridade de realizar atividades físicas em espaços fechados, impossibilita-o.

Porque nunca estivemos tam convencidas de que só o povo salva ao povo: açom e responsabilidade coletiva e longa vida aos centros sociais!

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CARVALHO CALERO E ISSO QUE NOM CHE QUEREM CONTAR DEL

17 de Maio de 2020

A Gentalha do Pichel, junto com a Fundaçom Artábria, O Quilombo, o Faísca, a Galleira, o Mádia Leva! e o Colectivo Terra, tinhamos preparado um tríptico sobre a figura de Carvalho Calero para repartir entre as estudantes dos liceus da Galiza. A situaçom de confinamento impediu-no-lo, mas partilhamos aqui o nosso texto:

 

CARVALHO CALERO E ISSO QUE NOM CHE QUEREM CONTAR DEL

Como pode ser que demorassem 30 anos desde a sua morte em dedicar-lhe o dia das letras galegas ao primeiro catedrático de Língua e Literatura Galega da história? Talvez a sua produçom literária nom foi mui importante? Nove livros de poemas, oito peças de teatro, oito romances e inumeráveis ensaios de temática literária, filológica e sociolinguística de grande qualidade parecem apontar o contrário. De feito, Carvalho Calero foi sempre finalista na eleiçom da pessoa homenageada no dia das Letras Galegas desde 2014. Sempre perdeu, até este ano.

A razom pola que a Real Academia Galega demorou tanto em dedicar-lhe o dia das letras é porque Ricardo Carvalho Calero era reintegracionista. Ou seja, defendia que o galego e o português som duas variantes da mesma língua e que, com as suas particularidades, devem ser escritas de jeito similar. E isto é um problema no seio da RAG, onde há gente que defende a sua figura (sem por isso defender a sua visom linguística) e outra que directamente a repudia.

Carvalho escrevia do mesmo jeito que está escrito este texto. Fazia-o nom só por umha razom práctica (gozar da possibilidade de aceder a umha comunidade linguística de mais de 300 milhons de pessoas em todo o mundo), mas também por umha razom filológica: queria escrever o nosso idioma atendendo à etimologia das palavras, à sua origem. Nom che parece estranho que umha palavra que vem do grego “ge”, terra, e “grapho”, gravar, seja escrita em alemám “geographie”, em francês “géographie”, em catalám e em italiano “geografia”, em castelám “geografía” e em galego “xeografía”. Em que momento da “evoluçom” linguística galega o g se transforma em x? A resposta é… em ningum.

Como sabes, o idioma galego nom se escreveu durante 500 anos, os Séculos Escuros, e, quando se voltou a escrever, as escritoras que o fam escrevem com a ortografia em que foram alfabetizadas, é dizer, a castelá. Por isso nom usam as letras ç, j, ou os dígrafos nh ou lh, que che soaram de vê-los em textos medievais nas aulas de língua galega. Vestem o galego com as roupas castelás, entre outras cousas, porque a maioria de textos medievais galegos eram desconhecidos e guardam-se fora da Galiza actual. Para Carvalho e as reintegracionistas, escrever como o faziam significava reivindicar umha língua autónoma e com continuidade histórica. A RAG, da que el fazia parte desde os anos 50, joga um papel fundamental no estabelecimento da outra normativa na década de 80. Houvo muito debate naquela etapa, mas a postura de Carvalho perdeu e el e as reintegracionistas acabarom marchando. E daí vem o conflito.

Provavelmente muitas das cousas que acabas de ler já as sabias. Melhor ou pior explicadas, venhem nos livros. Com certeza também escuitache isso de que os livros os escrevem os ganhadores, e Carvalho nom foi um ganhador. De feito, umha das partes mais importantes da sua biografia é que tomou partido, de maneira decidida, polo bando republicano na Guerra Civil. Estava em Madrid, presentando-se às oposiçons a catedrático de ensino secundário, quando tivo lugar o golpe de estado do 1936, e participou na defesa dessa cidade como miliciano. Ascendeu a oficial e foi detido em 1939 e condenado à prissom. O habitual na sua situaçom teria sido ser condenado a morte, mas a sua família tinha um contacto dentro do régime que o evitou. Quando ficou livre, conseguiu um trabalho no colégio privado Fingoi de Lugo, pois o ensino público estava-lhe vetado. Viveu muitos anos da dictadura em liberdade controlada. Este compromisso antifascista também resulta incómodo para quem teima em ignorar as demandas de democratizaçom das estruturas do Estado, absolutamente continuistas depois da morte do dictador, que mesmo designou o Jefe do Estado, esse ao que agora lhe atoparom umhas contas em Suíça.

A biografia de Carvalho já a conhecerias, mesmo pode que nalgum exame che perguntassem por ela. A incomodidade que desperta seguro que já a intuías. Talvez também intuas outra cousa que os livros nom acabam de contar bem. E é que essa “teima” sua por “escrever diferente” nom foi umha anedota do final da sua vida. Muitas outras autoras e autores tenhem defendido a unidade linguística galego-portuguesa ao longo da história, como Joám Manuel Pintos, Manuel Murguia, Afonso Daniel Castelao, Vicente Risco, Álvaro Cunqueiro, Ramom Outeiro Pedraio, Antom Vilar Ponte, Eduardo Pondal, … É mais, actualmente, o reintegracionismo continua a crescer na Galiza, porque tem um sentido histórico e porque tem um sentido linguístico. Para as pessoas reintegracionistas o galego é a nossa língua e reivindicariamos o seu uso ainda que fossemos só dous milhons de falantes no mundo. Com a mesma dignidade que as falantes do mapuche, do inglês, do suaíli ou do abinomn. Mas o caso é que o falamos 300 milhons, e nom queremos que nos fagam renunciar a isso.

Com as nossas diferenças, o galego fai parte dum conjunto de variantes linguísticas que se falam em muitas partes do mundo. Existem menos diferenças entre o português do Brasil e o galego que entre o árabe que se fala em Marrocos e o que se fala na Palestina. Ou entre o espanhol que se fala em Andaluzia e o que se fala em Puerto Rico, mui contaminado pola pressom do inglês. Às vezes a incompreensom também vem derivada da incomunicaçom. Por isso o PP leva anos a negar a possibilidade de receber televisons portuguesas e brasileiras na Galiza. Nom penses que som melhores que as espanholas, mas som diferentes. Dumha banda, quase nom se escuita nelas o castelám. E doutra, nom estám ao serviço do projecto nacional espanhol. É mais do que se pode dizer da actual TVG.

Mas voltando a Carvalho. Todo isto que acabas de ler é só o prólogo do que realmente che queriamos dizer neste pequeno tríptico. Dim que os livros os escrevem os ganhadores, sim, mas este textinho está escrito por um conjunto de colectivos que defendem as mesmas ideias sobre a língua que Carvalho Calero. E isso, precissamente isso, é o que nom che contam de Carvalho. Que as suas ideias reintegracionistas prendérom em pessoas e colectivos de toda a Galiza. Em escritoras como Charo Lopes, Séchu Sende, Susana Sánchez Arins, Teresa Moure, Marcos Abalde, em editoriais como Através, Ardora ou Abrente, em associaçons linguísticas como a AGAL e a Associaçom de Estudos Galegos, em bandas de música como Caxade, Liska!, Os Novos, Rebeliom do Inframundo, Tecor Societário, The Brosas, em cantoras como Ugia Pedreira, em jornais como o Galiza Livre, o Diário Liberdade, ou o Novas da Galiza, em iniciativas desportivas como a Liga Gallaecia de futebol gaélico, em projectos educativos como as Escolas de Ensino Galego Semente, e em centros sociais e associaçons como o Faísca, de Vigo, o Fuscalho, da Guarda, o Gomes Gaioso, da Corunha, o Mádia Leva!, de Lugo, a Revolta do Berbés, de Vigo, o Pichel, de Compostela, Xebra!, de Burela, e Artábria, de Ferrol. Nos colectivos que assinamos estas linhas e em muitas outras pessoas e iniciativas que, com certeza, esquecemos.

Reivindicamos a figura de Carvalho polo seu compromisso com o galego, com a Galiza e com o antifascismo. Longe de mitificaçons, mas como mais umha referência que nos situa numha corrente histórica de longo percorrido. A vitória de Carvalho é a das ideias. As que agromam e se transformam em feitos. As que sustentam vidas mais livres e pulam por ganhar o futuro. E isto é o que nom nos contam sobre Carvalho, que por aqui anda, entre nós…

“Ainda que vivim pouco, muito sonhei”

Ricardo Carvalho Calero

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a festa do dezassete que se fai… em 2021

27 de Abril de 2020

A festa do Dezassete que se fai… em 2021
No contexto da atual pandemia de Covid-19 vemo-nos na obriga de suspender a Festa do Dezassete, evento com o que levamos reivindicando com orgulho a nossa língua todos os meses das Letras de forma ininterrompida desde fai 16 anos. Os motivos que nos levam a tomar esta decisom som vários:
A continuaçom do confinamento e a previsível impossibilidade de levar a cabo grandes reunions de gente num futuro próximo para evitar a transmissom do vírus, fai inviável o sentido próprio da festa.
A obriga de ficarmos na casa puxo em suspenso o grupo de trabalho que já iniciara o seu funcionamento a finais de janeiro. A impossibilidade de podermos desenvolver con normalidade o enorme trabalho que supóm um evento destas características evidencia a conveniência da suspensom.
A necessidade de focalizar todos os nossos esforços em assegurar a sobrevivência do centro social ante a delicada situaçom económica na que se encontra o projeto impede-nos pensar na organizaçom dumha atividade que nom reporta ganho económico -ou mesmo dá perdas-, que se financia com atividades prévias que a pandemia suspendeu e que depende em boa medida da colaboraçom de locais comerciais da cidade cuja situaçom económica é grave.

Por todo isto, decidimos cancelar a Festa do Dezassete 2020 mas carregamos as pilhas para umha grande festa em 2021.

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carvalho calero para 2021

24 de Abril de 2020

Carvalho Calero para 2021

Os coletivos e centro sociais abaixo assinados, após mais de umha década de reclamaçons procedentes de diversos coletivos culturais de base para que a Real Academia Galega dedicasse um Dia das Letras a Ricardo Carvalho Calero. vimos a oportunidade de aprofundar na socializaçom da sua figura e da sua obra neste 2020, ao asumir a RAG, por fim, a homenagem que o povo galego deve a um dos seus grandes filhos.

Com a atual situaçom da crise sanitária provocada pola Covid19, a RAG decidiu adiar a homenagem para 31 de outubro.

Queremos manifestar a nossa oposiçom a esta decisom, porque nessas datas é praticamente impossível garantir que a figura de Carvalho Calero seja trabalhada e divulgada como deveria ser.

Por exemplo, achamos que com esta mudança de data nom estaria garantido, no caso do ensino, que é umha das áreas em que mais se trabalha a pessoa homenageada no Dia das Letras com toda a programaçom que leva associada. Sendo a começos do ano letivo e tendo que recuperar parte do currículo sem desenvolver nestes meses, semelha que a presença do autor seria testemunhal.

Aliás a data escolhida coincide com a celebraçom do Samaim, tradiçom na qual o tecido associativo levamos anos trabalhando na sua recuperaçom.

Tampouco está garantido que nessa data seja possível nengum tipo de mobilizaçom. Nom imaginamos um Dia das Letras sem a reivindicaçom na rua da defesa do nosso idioma ou sem as muitas atividades culturais que se desenvolvem por todo o País.

O papel da cultura de base e do reintegracionismo foi , é e será fundamental na divulgaçom de Carvalho Calero.

Sabemos que foi negado durante anos pola RAG, só polo facto de ser reintegracionista. Por isso aguardamos que seja escuitada a demanda de adiar para 2021 esta merecida homenagem, que cada vez conta com mais adesons, incluídas as entidades abaixo assinadas.

Faga o que figer a RAG finalmente, Carvalho continuará a ser lembrado e reivindicado. Continuaremos a difundir a obra de um dos grandes da nossa história contemporánea e destacado teórico do reintegracionismo lingüístico.

Galiza, 22 de abril de 2020

Associaçom de Estudos Galegos
BRIGA
Coletivo Terra (Eume)
CS A Gentalha do Pichel (Compostela)
CS A Revolta (Vigo)
CS Gomes Gaioso (Corunha)
CS Fuscalho (Baixo Minho)
CS Madia Leva (Lugo)
CS O Quilombo (Ponte Vedra)
Escolas de Ensino em Galego Semente
Fundaçom Artábria (Trasancos)
Local Social Faisca (Vigo)
SCD Condado (Condado)

Carballo_Calero,_dunha_foto_con_Cunqueiro_e_Fernández_del_Riego_en_Santiago_de_Compostela