CARVALHO CALERO E ISSO QUE NOM CHE QUEREM CONTAR DEL

17 de Maio de 2020

A Gentalha do Pichel, junto com a Fundaçom Artábria, O Quilombo, o Faísca, a Galleira, o Mádia Leva! e o Colectivo Terra, tinhamos preparado um tríptico sobre a figura de Carvalho Calero para repartir entre as estudantes dos liceus da Galiza. A situaçom de confinamento impediu-no-lo, mas partilhamos aqui o nosso texto:

 

CARVALHO CALERO E ISSO QUE NOM CHE QUEREM CONTAR DEL

Como pode ser que demorassem 30 anos desde a sua morte em dedicar-lhe o dia das letras galegas ao primeiro catedrático de Língua e Literatura Galega da história? Talvez a sua produçom literária nom foi mui importante? Nove livros de poemas, oito peças de teatro, oito romances e inumeráveis ensaios de temática literária, filológica e sociolinguística de grande qualidade parecem apontar o contrário. De feito, Carvalho Calero foi sempre finalista na eleiçom da pessoa homenageada no dia das Letras Galegas desde 2014. Sempre perdeu, até este ano.

A razom pola que a Real Academia Galega demorou tanto em dedicar-lhe o dia das letras é porque Ricardo Carvalho Calero era reintegracionista. Ou seja, defendia que o galego e o português som duas variantes da mesma língua e que, com as suas particularidades, devem ser escritas de jeito similar. E isto é um problema no seio da RAG, onde há gente que defende a sua figura (sem por isso defender a sua visom linguística) e outra que directamente a repudia.

Carvalho escrevia do mesmo jeito que está escrito este texto. Fazia-o nom só por umha razom práctica (gozar da possibilidade de aceder a umha comunidade linguística de mais de 300 milhons de pessoas em todo o mundo), mas também por umha razom filológica: queria escrever o nosso idioma atendendo à etimologia das palavras, à sua origem. Nom che parece estranho que umha palavra que vem do grego “ge”, terra, e “grapho”, gravar, seja escrita em alemám “geographie”, em francês “géographie”, em catalám e em italiano “geografia”, em castelám “geografía” e em galego “xeografía”. Em que momento da “evoluçom” linguística galega o g se transforma em x? A resposta é… em ningum.

Como sabes, o idioma galego nom se escreveu durante 500 anos, os Séculos Escuros, e, quando se voltou a escrever, as escritoras que o fam escrevem com a ortografia em que foram alfabetizadas, é dizer, a castelá. Por isso nom usam as letras ç, j, ou os dígrafos nh ou lh, que che soaram de vê-los em textos medievais nas aulas de língua galega. Vestem o galego com as roupas castelás, entre outras cousas, porque a maioria de textos medievais galegos eram desconhecidos e guardam-se fora da Galiza actual. Para Carvalho e as reintegracionistas, escrever como o faziam significava reivindicar umha língua autónoma e com continuidade histórica. A RAG, da que el fazia parte desde os anos 50, joga um papel fundamental no estabelecimento da outra normativa na década de 80. Houvo muito debate naquela etapa, mas a postura de Carvalho perdeu e el e as reintegracionistas acabarom marchando. E daí vem o conflito.

Provavelmente muitas das cousas que acabas de ler já as sabias. Melhor ou pior explicadas, venhem nos livros. Com certeza também escuitache isso de que os livros os escrevem os ganhadores, e Carvalho nom foi um ganhador. De feito, umha das partes mais importantes da sua biografia é que tomou partido, de maneira decidida, polo bando republicano na Guerra Civil. Estava em Madrid, presentando-se às oposiçons a catedrático de ensino secundário, quando tivo lugar o golpe de estado do 1936, e participou na defesa dessa cidade como miliciano. Ascendeu a oficial e foi detido em 1939 e condenado à prissom. O habitual na sua situaçom teria sido ser condenado a morte, mas a sua família tinha um contacto dentro do régime que o evitou. Quando ficou livre, conseguiu um trabalho no colégio privado Fingoi de Lugo, pois o ensino público estava-lhe vetado. Viveu muitos anos da dictadura em liberdade controlada. Este compromisso antifascista também resulta incómodo para quem teima em ignorar as demandas de democratizaçom das estruturas do Estado, absolutamente continuistas depois da morte do dictador, que mesmo designou o Jefe do Estado, esse ao que agora lhe atoparom umhas contas em Suíça.

A biografia de Carvalho já a conhecerias, mesmo pode que nalgum exame che perguntassem por ela. A incomodidade que desperta seguro que já a intuías. Talvez também intuas outra cousa que os livros nom acabam de contar bem. E é que essa “teima” sua por “escrever diferente” nom foi umha anedota do final da sua vida. Muitas outras autoras e autores tenhem defendido a unidade linguística galego-portuguesa ao longo da história, como Joám Manuel Pintos, Manuel Murguia, Afonso Daniel Castelao, Vicente Risco, Álvaro Cunqueiro, Ramom Outeiro Pedraio, Antom Vilar Ponte, Eduardo Pondal, … É mais, actualmente, o reintegracionismo continua a crescer na Galiza, porque tem um sentido histórico e porque tem um sentido linguístico. Para as pessoas reintegracionistas o galego é a nossa língua e reivindicariamos o seu uso ainda que fossemos só dous milhons de falantes no mundo. Com a mesma dignidade que as falantes do mapuche, do inglês, do suaíli ou do abinomn. Mas o caso é que o falamos 300 milhons, e nom queremos que nos fagam renunciar a isso.

Com as nossas diferenças, o galego fai parte dum conjunto de variantes linguísticas que se falam em muitas partes do mundo. Existem menos diferenças entre o português do Brasil e o galego que entre o árabe que se fala em Marrocos e o que se fala na Palestina. Ou entre o espanhol que se fala em Andaluzia e o que se fala em Puerto Rico, mui contaminado pola pressom do inglês. Às vezes a incompreensom também vem derivada da incomunicaçom. Por isso o PP leva anos a negar a possibilidade de receber televisons portuguesas e brasileiras na Galiza. Nom penses que som melhores que as espanholas, mas som diferentes. Dumha banda, quase nom se escuita nelas o castelám. E doutra, nom estám ao serviço do projecto nacional espanhol. É mais do que se pode dizer da actual TVG.

Mas voltando a Carvalho. Todo isto que acabas de ler é só o prólogo do que realmente che queriamos dizer neste pequeno tríptico. Dim que os livros os escrevem os ganhadores, sim, mas este textinho está escrito por um conjunto de colectivos que defendem as mesmas ideias sobre a língua que Carvalho Calero. E isso, precissamente isso, é o que nom che contam de Carvalho. Que as suas ideias reintegracionistas prendérom em pessoas e colectivos de toda a Galiza. Em escritoras como Charo Lopes, Séchu Sende, Susana Sánchez Arins, Teresa Moure, Marcos Abalde, em editoriais como Através, Ardora ou Abrente, em associaçons linguísticas como a AGAL e a Associaçom de Estudos Galegos, em bandas de música como Caxade, Liska!, Os Novos, Rebeliom do Inframundo, Tecor Societário, The Brosas, em cantoras como Ugia Pedreira, em jornais como o Galiza Livre, o Diário Liberdade, ou o Novas da Galiza, em iniciativas desportivas como a Liga Gallaecia de futebol gaélico, em projectos educativos como as Escolas de Ensino Galego Semente, e em centros sociais e associaçons como o Faísca, de Vigo, o Fuscalho, da Guarda, o Gomes Gaioso, da Corunha, o Mádia Leva!, de Lugo, a Revolta do Berbés, de Vigo, o Pichel, de Compostela, Xebra!, de Burela, e Artábria, de Ferrol. Nos colectivos que assinamos estas linhas e em muitas outras pessoas e iniciativas que, com certeza, esquecemos.

Reivindicamos a figura de Carvalho polo seu compromisso com o galego, com a Galiza e com o antifascismo. Longe de mitificaçons, mas como mais umha referência que nos situa numha corrente histórica de longo percorrido. A vitória de Carvalho é a das ideias. As que agromam e se transformam em feitos. As que sustentam vidas mais livres e pulam por ganhar o futuro. E isto é o que nom nos contam sobre Carvalho, que por aqui anda, entre nós…

“Ainda que vivim pouco, muito sonhei”

Ricardo Carvalho Calero

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a festa do dezassete que se fai… em 2021

27 de Abril de 2020

A festa do Dezassete que se fai… em 2021
No contexto da atual pandemia de Covid-19 vemo-nos na obriga de suspender a Festa do Dezassete, evento com o que levamos reivindicando com orgulho a nossa língua todos os meses das Letras de forma ininterrompida desde fai 16 anos. Os motivos que nos levam a tomar esta decisom som vários:
A continuaçom do confinamento e a previsível impossibilidade de levar a cabo grandes reunions de gente num futuro próximo para evitar a transmissom do vírus, fai inviável o sentido próprio da festa.
A obriga de ficarmos na casa puxo em suspenso o grupo de trabalho que já iniciara o seu funcionamento a finais de janeiro. A impossibilidade de podermos desenvolver con normalidade o enorme trabalho que supóm um evento destas características evidencia a conveniência da suspensom.
A necessidade de focalizar todos os nossos esforços em assegurar a sobrevivência do centro social ante a delicada situaçom económica na que se encontra o projeto impede-nos pensar na organizaçom dumha atividade que nom reporta ganho económico -ou mesmo dá perdas-, que se financia com atividades prévias que a pandemia suspendeu e que depende em boa medida da colaboraçom de locais comerciais da cidade cuja situaçom económica é grave.

Por todo isto, decidimos cancelar a Festa do Dezassete 2020 mas carregamos as pilhas para umha grande festa em 2021.

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carvalho calero para 2021

24 de Abril de 2020

Carvalho Calero para 2021

Os coletivos e centro sociais abaixo assinados, após mais de umha década de reclamaçons procedentes de diversos coletivos culturais de base para que a Real Academia Galega dedicasse um Dia das Letras a Ricardo Carvalho Calero. vimos a oportunidade de aprofundar na socializaçom da sua figura e da sua obra neste 2020, ao asumir a RAG, por fim, a homenagem que o povo galego deve a um dos seus grandes filhos.

Com a atual situaçom da crise sanitária provocada pola Covid19, a RAG decidiu adiar a homenagem para 31 de outubro.

Queremos manifestar a nossa oposiçom a esta decisom, porque nessas datas é praticamente impossível garantir que a figura de Carvalho Calero seja trabalhada e divulgada como deveria ser.

Por exemplo, achamos que com esta mudança de data nom estaria garantido, no caso do ensino, que é umha das áreas em que mais se trabalha a pessoa homenageada no Dia das Letras com toda a programaçom que leva associada. Sendo a começos do ano letivo e tendo que recuperar parte do currículo sem desenvolver nestes meses, semelha que a presença do autor seria testemunhal.

Aliás a data escolhida coincide com a celebraçom do Samaim, tradiçom na qual o tecido associativo levamos anos trabalhando na sua recuperaçom.

Tampouco está garantido que nessa data seja possível nengum tipo de mobilizaçom. Nom imaginamos um Dia das Letras sem a reivindicaçom na rua da defesa do nosso idioma ou sem as muitas atividades culturais que se desenvolvem por todo o País.

O papel da cultura de base e do reintegracionismo foi , é e será fundamental na divulgaçom de Carvalho Calero.

Sabemos que foi negado durante anos pola RAG, só polo facto de ser reintegracionista. Por isso aguardamos que seja escuitada a demanda de adiar para 2021 esta merecida homenagem, que cada vez conta com mais adesons, incluídas as entidades abaixo assinadas.

Faga o que figer a RAG finalmente, Carvalho continuará a ser lembrado e reivindicado. Continuaremos a difundir a obra de um dos grandes da nossa história contemporánea e destacado teórico do reintegracionismo lingüístico.

Galiza, 22 de abril de 2020

Associaçom de Estudos Galegos
BRIGA
Coletivo Terra (Eume)
CS A Gentalha do Pichel (Compostela)
CS A Revolta (Vigo)
CS Gomes Gaioso (Corunha)
CS Fuscalho (Baixo Minho)
CS Madia Leva (Lugo)
CS O Quilombo (Ponte Vedra)
Escolas de Ensino em Galego Semente
Fundaçom Artábria (Trasancos)
Local Social Faisca (Vigo)
SCD Condado (Condado)

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ALGUMHAS CONCLUSONS SOBRE A ANÁLISE DE GÉNERO DA GENTALHA DO PICHEL

14 de Abril de 2020

A começos do ano 2018 botava a andar o Observatório de igualdade da Gentalha do Pichel como organismo interno encarregado de garantir a deteçom e eliminaçom de violências machistas dentro do local social e nas interaçons que nele se produzem assim como de abrir um espaço de debate e reflexom interno que nos permitisse artelhar estratégias de trabalho feminista.

Em linha com isto, umha das primeiras necessidades que percebemos foi a de fazer um diagnóstico o mais detalhado possível das desigualdades e/ou situaçons de violência e opressom patriarcal que se estavam a dar no centro social.

Para o devandito cometido, organizamos um sistema de inquéritos anónimos nos que tanto ativistas como usuárias habituais do espaço, devíamos responder a um conjunto de ítems que nós tomamos como indicadores.

Estes inquéritos desenvolverom-se durante os meses de novembro e dezembro e a análise dos resultados realizou-se o passado mês de janeiro.

Umha vez debatidos e analisados conjuntamente em assembleia do Observatório, queremos trasladar-vos as seguintes resutados:

  1. Do total de respostas, 73% identificárom-se como mulher, 22% como homens e 5% como outras identidades.

  2. A maioria de pessoas que respostaram como utentes corresponde-se com alunado dos cursos, seguido por pessoas que frequentam o centro social para acudir a reunions doutros coletivos.

  3. Maioritariamente considera-se que há formaçom específica em género e que o local é um espaço seguro mas é susceptível de melhora na gestom de conflitos de género.

  4. No referido às sócias ativas, o número de respostas foi baixo.

  5. Polo geral, nom se referem grandes sesgos de género entre as ativistas mas sim se pode apreciar no ítem referido à “carga mental”. Neste, um maior número de mulheres manifestou ter-se sentido depositária de tarefas/responsabilidades que inicialmente nom assumira e mostra-se umha maior tendência a elas prepararem as reunions com antelaçom.

  6. No tocante às comissons, responderom de jeito coletivo três das seis comissons ativas no momento de realizar os inquéritos.

  7. Na análise coletiva, volve a repetir-se a tendência individual de terem as mulheres mais carga mental manifestada em preparar a ordem do dia e levar o peso das reunions ou realizar lembretes de tarefas pendentes.

  8. Conserva-se também certa divisom sexual de tarefas através duns resultados que confirmam que a presença de mulheres em jornadas de bricolagem e obras ou em tarefas de desenho digital é baixa.

  9. Sinalar que o inquérito apresentou alguns problemas de caráter técnico (perguntas de resposta múltipla que nom permitia mais de umha resposta ou perguntas que obrigavam a responder). Aliás, há ítems difíceis de valorar pois som questons que variam muito no tempo e mesmo som subjetivas. Teria sido ótimo ter provado o inquérito previamente com umha mostra que permitisse validar as perguntas antes de fazê-las públicas.

Em síntese, os inquéritos servirom-nos para trabalhar dous grandes aspectos:

  1. Permitiu-nos constatar mediante dados contrastados com utentes e ativistas os principais aspectos a melhorar para criarmos um espaço seguro e igualitário, a saber: dotar-nos de protocolos para a gestom de conflitos derivados da violência machista e desenhar um plano de actuaçom que permita reverter a tendência à divisom sexual de tarefas militantes, incluíndo as relativas à carga mental.

  2. Analisando o baixo número de respostas aos inquéritos por parte de ativistas e incluso de três das seis comissons, preocupa-nos que a igualdade nom seja  ainda um eixo prioritário para o conjunto das pessoas que conformamos este projeto.

  3. Embora detectamos erros na formulaçom dalgumhas questons, foi um primeiro passo na adoçom de ferramentas sistemáticas que, mediante dados objetivos e contrastados, nos permitem fazer um diagnóstico da realidade mais amplo que o derivado das sensaçons ou casuísticas individuais do núcleo ativista.

 

Por todo isto, do Observatório de Igualdade seguiremos a trabalhar os aspectos sinalados co objetivo de que a Gentalha seja nom apenas um espaço seguro para todas mas também um projeto aliado e ativo partícipe da luita feminista.

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a comissom de cultura científica perante a crise do coronavírus

23 de Março de 2020

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A Comissom de cultura científica da Gentalha vem de publicar umha análise sobre a crise do coronavírus:

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O CS O Pichel interrompe o seu funcionamento durante 15 dias

13 de Março de 2020

O Pichel é um espaço de criaçom, de partilha, de luta e de festa; fervedoiro de atividades e lugar de reuniom de coletivos e comissons. Por isso detemos o nosso funcionamento durante 15 dias para colaborar ao esforço para frear a expansom do virus. Nom haverá atividades, nem cursos, nem juntanças, nem concertos ou foliadas, mas as nossas redes de trabalho seguirám a funcionar, aguardando pola calor para bailar nas ruas e voltar-nos a juntar.

Passado esse tempo voltaremos a avaliar a situaçom.

Obrigadas pola vossa compressom e o vosso apoio. O debilitado (para benefício dun poucos) sistema de saúde público e as suas trabalhadoras vam percisar da colaboraçom de todas.

#FicaNaCasa e #LavaAsMaos

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A comissom de meio natural organiza umha visita guiada a ZEC da costa do Dexo.

3 de Março de 2020

O domingo 15 de março às 9.00 saída do C.S. O Pichel. Info e reservas (20lugares máximo) neste enlace:
https://docs.google.com/forms/d/1lEIiD0W0FsBzbBapxmbXee-qFH5YIpGsYQaQxkWrL1U/edit?fbclid=IwAR1v1mHpMooYtqmNktrzjntlrcOuwxBirKc3gqa_k1qHS6FQPyqwo-sO6hUroteiro dexo

agenda do mês de fevereiro

6 de Fevereiro de 2020

Mês de entruido no Pichel!
Em fevereiro damos início às atividades do ano Carvalho Calero e como sempre desfrutaremos da música ao vivo e da festa. Participa!
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primeira estalotada do ano

27 de Janeiro de 2020

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Nesta sexta 31 de janeiro temos no Pichel a primeira estalotada do ano com a murga “Os estalotes”. Será desde as 22h00.

MONOGRÁFICOS DO PICHEL: INVERNO 2020

15 de Janeiro de 2020

Dúvidas e inscriçons em cursos@gentalha.org

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FEVEREIRO

• Maneo maneado.

Sexta- feira 7 de 18.30 a 20h. Preço 22€.
Este dia o curso estará dirigido a pessoas já iniciadas no Maneo que quiserem ampliar o seu repertório de pontos e voltas. Nível Intermédio.

Sexta- feira 28 de 18.30 a 20h. Preço 22€.
Este dia o curso está dirixido a, de umha banda traballar determinados jeitos das informantes e por outra, a traballar recursos menos conhecidos do Maneo. Nível Avançado.

Ramón do Serrador – Bergantinham de origem, achega-se ao baile na procura de mais informaçom sobre as suas raizes familiares, já que cre na cultura local como forma de identificaçom e reconexom com o nosso e com nós mesmxs.

MARÇO

• Iniciaçom ao Samba no pé.
Segundas feiras de 21h a 22h. Preço 20€. Começo no dia 2.

Da mistura de ritmos africanos e europeus, o samba nasceu no Brasil e pode ser bailado de variados modos, dependendo da regiom e da situaçom. Aprenderemos no curso os passos básicos e algumas figuras do “samba no pé”, nome do estilo livre e improvisado de bailar o samba.

Márlio Barcelos – Brasileiro, professor de português, morador em Santiago de Compostela há mais de 5 anos e bailador desde criança.

• Percussom doméstica na provincia de Ourense
Curso dividido en 3 obradoiros que se podem realizar independentemente ou em bloque.
Preços:
1 Obradoiro/ 20€
2 Obradoiros/ 30€
3 Obradoiros/ 50€

1. “Um parece o cu do pote e outro o rabo da sartén” (Fumaces, Riós). Sábado 7 de 11h a 13h.
• caçola (tijola) e culheres
• jota, muinheira e agarrado (passo-doble)

2. Nom todo Aviom é Linhares. Sábado 14 de 11h a 13h.
• lata
• toques característicos de Rodeiro e Mangüeiro na jota e na muinheira

3. Mergullando-nos na Antela: A Limia – Alhariz. Sábado 21 de 11h a 13h.
• táboa de lavar a roupa e garrafa de anís
• jota, muinheira e valse

Xavi Castaña – Tivo o primeiro contacto com a pandeireta, o canto e o baile de mam de sua avoa em Fondodevila (Banhos de Molgas, Ourense).
Com 16 anos empezou a mover-se polo mundo dos fiadeiros e serans, fazendo recolhidas por Ourense (comarcas do Ribeiro e da Limia) e sur de Pontevedra, e aprendendo das senhoras de cada aldeia.
Foi professor de pandeireta e baile no centro sociocultural de Merí (Ourense)
Na actualidade dá aulas de pandeireta e pandeiro quadrado em Compostela.