UNIVERSIDADE POPULAR DE VERAO 2022

1 de Julho de 2022

Mais um verao, partilhamos conhecimento, entre todxs e desde a base!

De 11 a 29 de Julho, programamos diferentes cursos onde dúzias de pessoas partilharám saberes, experiências e reflexons. Este ano volvemos esticar os cursos no tempo e também no espaço, polo que a Universidade durará quase três semanas para facilitar participar de todos os cursos possíveis, sem coincidências horárias entre eles.

De quereres participar em cursos de género, dança, ecologia, tecnologia, cozinha, história, música e muito mais… tens de inscrever-te no mail cursos@gentalha.org até as 16h do dia anterior ao curso.
Ao receberes a confirmaçom, também che faremos chegar indicaçons do lugar específico onde se fará o curso, já que algúm estará determinado polas condiçons climatológicas.

As vagas som limitadas, polo que é muito importante que anules a reserva se finalmente nom podes assistir.

Preço por curso: 3’5€.  Abono todos os cursos: 10€ (12€ nom sócias)

Preço solidário com o Centro Social: 5€-curso/ 15€-Abono.

LEMBRA: INSCRIÇOM OBRIGATÓRIA em cursos@gentalha.org até as 16h do dia anterior ao curso. Vagas limitadas!

 

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PROGRAMA:

SEGUNDA-FEIRA, 11 DE JULHO

  • Introduçom aos toques do pandeiro. De 17h a 18h com Uxía Iglesias.

Neste curso introduziremo-nos no mundo do pandeiro. Aprenderemos os toques básicos para, sem ser umhas expertas, poder luzir-nos em qualquer torreiro.

  •  Esticamentos para a rotina. De 18h a 19h com Nano Pilates.

Colhes más posturas no teu dia a dia? Sentes o corpo tensionado?

Aprende uns poucos esticamentos para integrar na tua rotina e liberar o corpo.

  •  Vozes, silêncios e corpos. A represom sexuada no franquismo e os fios soltos da memória. De 19h15 a 20h45 com Iñaki Varela.

 A base deste curso está num trabalho académico mas o objetivo nom seria pôr em comum os seus resultados, mas empregá-lo como meio para abrir umha conversa entre o grupo de pessoas que nos juntemos nesse momento em relaçom a dous eixos: o conceito de violência sexuada e o valor do conhecimento (ou nom) do passado e da memória como elementos que actuam sobre o nosso presente (tanto de forma explícita como oculta). Para além da necessidade de verdade, justiça e reparaçom, podemos dialogar com esse passado, com as suas vozes, silêncios e corpos? O que nos podem dizer sobre nós?

TERÇA-FEIRA, 12 DE JULHO

  • Desmontando mitos arredor da conduta suicida. De 16h30 a 17h30 com Olalla Villaronga Seoane (Andaina PSM)

Obradoiro para a reflexom e discusom dalguns dos mitos relacionados coa conduta suicida.

  • Libera o teu Android. De 18h a 19h30 com Um anônimo.

Vai sendo hora de dar-lhe porta ao senhor Google e aos seus amiguis. Toda pessoa que tenha um telemóvel com android (e um chisco de espaço) está convidada a este obradoiro no que aprenderemos a procurar alternativas de apps e serviços às grandes tecnológicas. Que viva o software livre!

  • Activismo gordo. Razons de peso. De 20h a 21h com Andrea Nunes. 

Obradoiro onde partilharemos experiências, sentires e ferramentas, usando o potencial coletivo para transformar as nossas realidades, achegando-nos ao activismo e ao empoderamento gordo.

  • A história do estilo cinematográfico em dous filmes. De 22h30 a 23h30 com Vincent Moran.

Vamos projetar dous filmes clássicos que dam exemplo dos dous lados do cinema: o lado fantástico e o lado do realismo. Depois falaremos de como se pode ver os dous estilos no cinema ao longo da sua história até os filmes atuais.

Se o tempo nos deixa, será sesiom de cinema à fresca, no terraço do Pichel.

QUARTA-FEIRA, 13 DE JULHO

  • Sonoridades I. De 17h a 18.30h com Tami e Tomi.

Na procura de realizar umha achega sonora aos  ritmos folclóricos  da Arxentina,  Uruguai e Sul – Sudeste do Brasil. Estudaremos das musicalidades o aspecto sócio – territorial e histórico, é dizer: quais foram as sonoridades emergentes na construçom social destes países e a sua relaçom com as ondas migratórias  que receberam, com especial ênfase na migraçom ibérica e africana. Desvendaremos possíveis semelhanças e conexons com folclore galego e realizaremos a prática de desenvolvimento rítmico destas linguagens musicais com os e as integrantes do curso.

  • Como utilizar a equipa de gravaçom de áudio da Gentalha? De 19h a 20h30 com Marcos López Pena.

Neste curso aprenderemos a utilizar umha placa de som, como conectar nela os nossos microfones e como usar o software necessário para realizar umha gravaçom de áudio. O objetivo é conhecer o funcionamento deste material da Gentalha para gravar a voz dumha maneira singela. Especialmente recomendado para a gravaçom de palestras, podcasts, cursos… Nom é preciso ter conhecimentos prévios. Utilizará-se o computador da Gentalha, polo que nom faz falta trazer material.

  • Açom e reaçom contra a gentrificaçom. Somos gente. De 19h a 21h com o Colectivo contra a turistificacaçom em Compostela.

 Encontro participativo sobre o processo de gentrificaçom à que está submetida Compostela e a gente que a habitamos, com a finalidade de tecer rede e intervir no espaço.
Praça da Angústia- Sam Pedro.
Atividade gratuita e paralela na Universidade Popular. 

QUINTA-FEIRA, 14 DE JULHO

  • Obradoiro de guirnaldas para decorar os bairros em festa. De 16h15 a 18h com Inés da AVV As Marías.

O que fazer com os plásticos, garrafas e demais refugalhos que deitamos no lixo? Podem converter-se em arte para decorar as ruas?
Este ano, as festas da rua de Baixo, vam submergir o bairro no fundo do mar. Com o lema “O mar começa em Compostela”, faremos decoraçons marinheiras aproveitando diversos objectos que normalmente desbotamos, dando-lhes assim umha segunda vida.
Queres vir fazer arte de refugalho com nós e ajudar a decorar as festas?

  • Marxismo em tempos de Mr Wonderful. De 18h a 19h15 com Eva Cortinhas.

Estás farta de ouvir que o Capital é umha obra imprescindível mas nom consegues passar da primeira página? Por que segue a dar que falar umha obra elaborada por um senhor decimonónico? Serve-nos para analisar fenómenos atuais como a “uberizaçom” ou as criadoras de conteúdo? Neste curso tentaremos dar resposta a esta e outras perguntas que surjam.

  • Entra no baile a bailar(e). Iniciaçom às foliadas. De 19h30 a 20h30 com Chus Caramés.

Aprende a decifrar e mover-te ao compasso dessa gente que baila quando soam as gaitas e as pandeiretas.

SEXTA-FEIRA 15 DE JULHO

  • A madeira e o cal como materiais de (bio)construçom. De 18h a 19h30 com Denis Gándara.

Obtençom, tipos, aplicaçoms. Achegamento e análise destes materiais tradicionais, na sua obtençom, aplicaçons e uso, compreendendo em profundidade as suas vantagens frente a outros materiais.
Em definitiva, passaremos um bom tempo apreendendo sobre estes dous materiais básicos para utilizar nas nossas pequenas ou grandes obras e reformas, de galpons ou cortelhos, casas ou pazos.

  • Sonoridades II. Oficina de CUMBIA! De 20h30 a 22h com Hadri Um Sincero

Ritmo, causa, baile, música , dj e instrumentaçom. Um obradoiro de experimentaçom sonora através do ritmo da cumbia, com disponibilidade de componhentes e com a experiência do guia para as conclusons.

SEGUNDA-FEIRA 18 DE JULHO

  • Gravado caseiro. De 18h a 19h30 com Lu Jurjo

Bricks de leite, fonte de porexpan, cartom…Nom é um Obradoiro de reciclagem! Com cousas que todas temos na casa, faremos umha pequena introduçom prática ao mundo do gravado.

  • Jogar ao Teatro. De 20h a 21h30 com Zé Paredes.

O teatro e mais especificamente a interpretaçom tem por base o jogo como instinto primário, e fórmula de aprendizagem. Neste pequeno obradoiro vamos volver birncar para aprender. Jogar a ser outra. Jogar ao teatro.

TERÇA-FEIRA, 19 DE JULHO

  • Kaixo! Jogamos? De 18h a 19h com Maitane.

Vem aprender euskara connosco desde o idioma universal que é o jogo! Chegaremos ao idioma desde o goce, aprendendo noçons básicas, praticando a conversa e sobretudo passando-o mui bem. Ongi etorri!

  • Vamos de recolheita. De 19h15 a 20h45 com Carme Iglesias.

Já sabes botar umha tocata e cantar umhas coplas com jeito? Daquela, este é o teu curso.
Chegaremos ao mundo das recolheitas da música de sempre para aprender a vê-las, olhá-las e interpretá-las; para fazê-las nossas. Porque há tantas músicas como olhos que vêm.
*Precisa-se pandeireta e computador (e também saber tocar).

QUARTA-FEIRA 20 DE JULHO

  • Um castro, umha mámoa e um petróglifo. O património arqueológico a pedal. Às 18h com saída do Pichel. Com a Comissom de História da Gentalha.

Um roteiro em bicicleta para achegar-nos de jeito cómodo, rápido e sustentável a alguns elementos patrimoniais na contorna da cidade. Percurso de 20 km com pouca dificuldade, ideal para perder o medo de fazer passeios um bocadinho longos na bicicleta.
Iremos por caminhos asfaltados com algum tramo de terra polo que nom se recomenda vir com bicis puramente de estrada. (Lembrai que ao transitar por vias interurbanas deverá-se vir com os elementos de seguridade obrigatórios)

QUINTA-FEIRA, 21 DE JULHO

  • Oficina de terceiras paisagens. De 17h30 a 19h com Hadri H e Elsa Pereira.

Um desglose da teoria e o manifesto + deriva artística pela (nom)urbe.
Convidamos a gente com perspetiva curiosa a participar dum obradoiro no que partilhar um olhar comum entre arquitetura, arte e poética do urbanismo.
Começamos no Pichel, mas iremos dar um rule.

 

  • Pam sem forno. De 19h a 20h30 com Irene Pin.

Perde-lhe o medo a amassar e anima-te a provar receitas novas! Neste obradoiro prático aprenderemos a elaborar pam tipo pita de maneira simples, sem sequer prender o forno.

 

  • A que cheiram as nuvens? De 21h a 23h com Guilherme Brea.

As nuvens hoje por hoje cheiram, sobre todo, a tráfico de dados pessoais.
Neste obradoiro experimentaremos co NextCloud, um software livre que nos permite criar a nossa própria nuvem, para nós ou para as organizaçons ou coletivos das que fagamos parte, dando-nos um maior controlo sobre os nossos dados e as nossas conversas.

 

SEXTA-FEIRA, 22 DE JULHO

  • A Compostela do 68. Às 19h com Ricardo Gurriarán e convidadxs.

Roteiro que percorrerá umha escolma de lugares de Compostela que forom chave na revoluçom do 68 e na vida universitária e cultural da época.
*Punto de encontro: Faculdade de Arte, Geografia e História.

TERÇA-FEIRA,  26 DE JULHO

  • História da pirataria na Galiza. De 17h30 a 19h com Pablo Domínguez

A história real e documentada da pirataria assemelha-se bem pouco ao relato que nos vendeu Hollywood, mas resulta muito mais atrativa e surpreendente. Esta história fala-nos da luita pola liberdade, dumha anarquia marítima que fez perigar os impérios em todo o mundo e paralisou o comércio naval.

  • Serigrafia caseira. De 19h a 21h com Elena Penas. 

Como personalizar os teus desenhos com recursos ao alcance de todas.

QUARTA-FEIRA,  27 DE JULHO

  • Oficina de Cianotipia. De 17h30 a 19h com Artesa Coletiva

Neste obradoiro achegaremo-nos à cianotiopia, umha tecnica mágica de revelado em tons azuis. Somente precisaremos dumhas poucas flores, uns raios de sol e vontade de experimentar um novo jeito de partilhar umha tarde de veram.
Depois desta tarde voltaremos à casa com cada umha das suas criaçons e aprendizagens para repetir este plano tantas vezes que quisermos com as amigas.

 

  • Compostela em palavras lilás. De 19 a 20h30 com Arancha Nogueira. 

Neste roteiro caminharemos pola Compostela da literatura e do feminismo, recolhendo as palavras de algumhas referentes de dentro e fora do nosso país e tecendo umha história da cidade em base às tendências do feminismo e o seu reflexo nas obras literárias de distintos géneros.

*Punto de encontro: Gentalha do Pichel

QUINTA-FEIRA 28 DE JULHO

  • Laboratório de Dança Contemporânea. De 18h a 20h com Elsa Pereira.

Pesquisaremos a nossa natureza criativa através do corpo em relaçom com as demais e com o espaço. Trata-se dum laboratório entendido como lugar de experimentaçom onde o cuidado, o jogo e a escuta nos levaram a atopar a criatividade dos nossos corpos e, por quê nom? das nossas vozes.

 

  • Endometriose: a epidemia oculta. De 19h30 a 21h com Iria Villar.

Aproximaçom a esta doença, às reivindicaçons sanitárias sobre o seu tratamento e ao trabalho de visibilizaçom e apoio da associaçom querENDO de mulheres com endometriose.

SEXTA-FEIRA 29 DE JULHO

  • Navegando polas ondas – dumha parte – da historiografia feminista com música. De 18h a 20h com Raquel López. 

Isto nom é un curso de história: primeiro, porque nom som historiadora e, segundo, porque a linha histórica nom é única. Precisamente a música ajuda a rachar com as fronteiras temporais e espaciais polo que se propóm um percurso por umha parte da historiografia feminista através da música.

LEMBRA: INSCRIÇOM OBRIGATÓRIA em cursos@gentalha.org até as 16h do dia anterior ao curso. 

As vagas som limitadas, polo que é muito importante que anules a reserva se finalmente nom podes assistir.

Preço por curso: 3’5€.  Abono todos os cursos: 10€ (12€ nom sócias)

Preço solidário com o Centro Social: 5€-curso/ 15€-Abono.

Roteiro de Castro a Castro

28 de Junho de 2022

DE CASTRO A CASTRO. Do Castro da Devesinha ao Castro Pereiro (Chaiám-Traço)

 

Um passeio pola veiga do Tambre na paróquia de Chaiám que nos permitirá conhecer dous dos numerosos castros que ainda se conservam nas beiras deste rio na contorna de Santiago. Umha oportunidade para nos achegar a um património arqueológico que, apesar de tê-lo tam perto, as mais das vezes é ignorado.

Saída desde a igreja paroquial de Chaiám às 11.30 da manhá o sábado 2 de julho.

Recomendamos roupa e calçado acaído para um percurso duns 6 km por pistas e caminhos de terra sem muito desnívelIMG_20220628_183813_808

 

Ikastolas, um movimento educativo popular motor da imersom em diferentes contextos de soberania limitada

12 de Junho de 2022

Nesta segunda 13 de junho (20h00) a Comissom de defesa da Língua da Gentalha traz o lehendakari de Ikastolen Elkartea, Koldo  Tellitu, para falar-nos sobre as Ikastolas com a palestra “Ikastolas, um movimento educativo popular motor da imersom em diferentes contextos de soberania limitada”.

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Apresentaçom do livro A primeira resistencia armada ao golpe militar na Galiza (1936 – 1940)

8 de Junho de 2022

Eliseo Fernández e Dionísio Pereira, autores de ‘A primeira resistencia armada ao golpe militar na Galiza (1936 – 1940)’ (Em Selecta Companha Editora, 2022) estarám apresentando o livro no terraço do Pichel.

Este trabalho repassa um tema pouco tratado polas investigadoras como é o da “pré-história” da resistência armada. As origens e as raízes do que mais tarde seriam as grandes organizaçons aglutinadoras da resistência guerrilheira como a Federación de Guerrillas de León-Galiza ou o Ejército Guerrilleiro de Galiza.

Ademais inauguramos a exposiçom ‘Resistência Armada: 10 + 1 dicas de livros para saber mais’. Uma seleçom de 10+1 títulos de muitos publicados sobre o “fenómeno da resistência armada” a fim de entendermos melhor o fascismo combatido mas nom derrotado.

Quinta-feira 9 de junho, às 20h00.

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Palestra A mulher galega na ciência do franquismo à atualidade

30 de Maio de 2022

Nesta sexta 3 de junho às 19h30 temos jornada de ciência e memória histórica.
Xoana Pintos falará-nos do papel das mulheres galegas na ciência, desde o contexto repressivo do franquismo até a atualidade.

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Apresentaçom do livro “Língua, poder e adolescência”

26 de Maio de 2022

O idioma galego esmorece entre a mocidade e cumpre perguntar-se o porquê. Língua, poder e adolescência quer contribuir para o desvelamento das causas do declive. Este livro de Miguel Rodríguez Carnota, que parte duma tese doutoral com o mesmo título, é um estudo da biografia linguística de dez raparigas e rapazes galegofalantes no meio linguisticamente hostil duma vila e um liceu do nosso País. Os seus relatos, radiografados através de técnicas de análise do discurso, situam-nos inteiramente fora do paradigma oficial do “bilinguismo harmónico”. Há ataques, padecimentos, renúncias, resistências, pequenos triunfos, e amargas derrotas onde o que menos abonda é a “cordialidade linguística” que costumeiramente se proclama como emblema da Galiza. Quer dizer, na prática existe uma incompreensível oposiçom a querer fazer do galego uma língua tam normal como qualquer outra.

Com a participaçom de:

- Miguel Rodríguez, autor do livro, professor reformado e licenciado em Filosofia e CC. da Educaçom pola UNED e Máster of Arts in Education pola Open University. Atualmente, é presidente da Associaçom Roxín Roxal e colabora, de modo costumeiro, com a revista digital Terra e Tempo, onde adoita publicar os seus artigos.
Sara Vila, responsável da área de Comunicaçom da Editora Xerais.
Santiago Quiroga, membro da Comissom de Defesa da Língua da  Gentalha do Pichel.

Quinta 2 de junho às 20h30

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saúde mental na adolescência. consequências da pandemia

17 de Maio de 2022

Nesta sexta-feira 20 de maio às 19h30, Iria Veiga falará-nos dum tema urgente: as consequências da pandemia na saúde mental da gente moça!

Para nom perder!

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Manifesto da festa do Dezassete 2022

14 de Maio de 2022

Após dous anos, este 14 de maio a Gentalha do Pichel retoma a festa do Dezassete para continuar a reivindicar o nosso compromisso com a normalizaçom da língua galega e o monolinguismo social da Galiza.

A nossa tarefa é hoje mais necessária do que o era quando há 18 anos botamos a andar para criar um espaço monolingue num contexto urbano e cada vez mais castelhanizado como Compostela.

Os dados nom som alentadores. Um quarto das crianças nom sabe falar o galego e quase a metade nom o fala nunca. Com tudo, algo mais de 25% da gente moça fala o galego sempre ou acotio mas essa percentagem reduze-se cada ano, como mostram os sucessivos estudos estatísticos.

Estamos a comprovar as consequências linguicidas das políticas do espanholismo. No caso do ensino, logo de 10 anos de aplicaçom do chamado Decreto do plurinlinguismo do PP, observa-se um panorama que caminha aceleradamente cara o monolinguismo em castelhano.

Muitos agentes sociais, culturais e políticos alertamos na altura das devastadoras consequências que esse decreto ia ter para a língua. O tempo deu-nos a razom mas o governo da Junta mostra-se satisfeito e mesmo pressume duns resultados que pareciam anelar.

Boa mostra da fraca preocupaçom que a Junta tem pola demostradíssima queda de falantes de galego é a eleiçom de Alfonso Rueda Valenzuela como futuro presidente do governo da Galiza.

Precisamente este 14 de maio, quando a Gentalha celebra a festa do 17, é investido como presidente um reconhecido simpatizante da entidade galegófoba Galicia Bilingue. O “nosso” novo presidente manifestou-se polas ruas de Compostela para denunciar a imposiçom dumha língua que embora perda falantes na Galiza alguns insistem em vê-la umha ameaça.

Fiel representante da burguesia de “Pontevedra de Toda la Vida” (PTV), Alfonso Rueda vai presidir o governo da Galiza com um escasíssimo domínio da língua própria e, o que é pior, um total despreço por ela.

Naquele 8 de fevereiro de 2009 no que Alfonso Rueda se manifestava contra o galego da mao dos setores mais reacionários da direita espanhola, a Gentalha e dúzias de coletivos mais saímos à rua para plantar cara a umha das agressons mais diretas e cheias de ódio que recebemos como povo. A defesa da língua resolveu-se daquela com repressons e detençons.

Hoje seguimos em pé na defesa dumha vida 100% em galego, o nosso objetivo matriz. Mas a nossa batalha é muito mais do que isso, queremos umha vida digna.

Nesta ediçom da festa do 17 reivindicamos as ruas para as vizinhas e vizinhos, para quem as habitamos, quem as desfrutamos, quem as trabalhamos e muitas vezes padecemos todos os dias.

Reivindicamos umha Compostela que olhe mais para a vizinhança e as suas necessidades e menos para um turismo que, com o Jacobeu como pretexto, cada dia se torna mais predador, mais invasivo, mais insustentável.

Hoje seguimos em pé e por cada agressom à nossa língua e às nossas vidas florescerám mil novas iniciativas nas que lhes demostraremos que o seu ódio e fraqueza cultural nom vai empanhar a nossa alegria e riqueza de falarmos, sentirmos, entendermos e vivermos em galego.

Frente ao seu inverno perpétuo, mil primaveras mais para o galego.

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faladoiro sobre turistificaçom

10 de Maio de 2022

Nesta sexta-feira 13 (20h00), e dentro do programa da Festa do Dezassete, debateremos arredor do proceso de turistificaçom que está a sofrer a nossa cidade desde estes últimos anos. Contaremos com a presença de Andrei Quintiá (especialista em direito da vivenda), Encarna Otero (historiadora e feminista), Iago Lestegás (arquitecto urbanista) e Mercedes Bertomeu (vogal da AV A Xuntanza).

índice

 

volta a festa do dezassete que se fai o catorze

4 de Maio de 2022
Este ano com um desenho da artista Paulina Funes e sob a legenda ‘As ruas para quem as habita’ reivindicando o direito à cidade e à vivenda longe da dinámica especulativa, turística e gentrificadora.
Proximamente iremos anunciando mais atividades relacionadas mas já podedes ver o programa para esse dia e reservá-lo nas vossas agendas: foliada, bicicletada, jantar, jogos para crianças e concertos.
Se tes excesso de ecocopos na casa podes passar polo Pichel e dona-los nestas semanas para que tenham mais usos. E esse dia nom esqueças trazer um para evitar consumir plásticos!
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