NOVO HORÁRIO

1 de Junho de 2021

A partir do mês de Junho, o horário do Centro Social é:

➡️Segundas e terças feiras de 16h a 21h
➡️Quartas feiras de 16h a 22h
➡️Quintas e sextas feiras de 18h a 22h30
➡️Sábados de 12h a 17h
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A Vila no Pichel

30 de Maio de 2021

Conhecedes o fermoso projeto musical de Ricardo Marcos Casás Fuliada na Vila? E o maravilhoso documentário de Alejandro Gándara e Olaia Tubio, Dorothé na Vila?
Ambos trabalhos revisitam o labor da etnomusicóloga suiça Dorothé Schubarth na Galiza, a maior recompiladora da nossa música tradicional.

O sábado 5 de junho poderás conhece-los,
Às 13h30 tomaremos o vermú com a apresentaçom do livro-CD “Fuliada na Vila”, onde Richi falará sobre as recolhas que Dorothé fixo as suas avoas na Vila da Eirexa, Cerceda, e interpretará varias dessas pezas.

Depois, foliada e jantar! Trazede instrumentos e tupper para comer no Pichel. Também teremos algo de comida á venda.

Às 16h30 projetaremos “Dorothé na vila”, um documentário que segue os passos de Dorothé 40 anos depois para volver escoitar a aquelas informantes plasmadas no Cancioneiro Galego.
Ao rematar teremos colóquio com as suas diretoras, Alejandro Gándara e Olaia Tubio.
Nom se nos ocorre melhor maneira para honrar a Santa Ferrenha de Carvoeiro no dia da sua festa, já que nom podemos ir até lá de romaria.
O bilhete para o documentário som 2€. Reservas em gentalha@gentalha.org
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a gentalha está de volta

5 de Abril de 2021
Nom procures escusas para sair da casa
VOLTAMOS!
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O carro de Conjo. As invasons bárbaras do Entruido compostelano (1875-1894)

10 de Fevereiro de 2021

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“El Martes de Carnaval vinieron el carro de Conjo, el de Puente Pedriña y el de Santa Marta, revestidos de ramos de acácia, laurel y conduciendo varias tribus de turcos y aun de turcas.
Cada cual ostentaba en la trasera un espantajo en representación del Dios Momo. Este maniquí, carnaval ó Antroido (según el dialecto del pais) vestia en el carro de Conjo uniforme de soldado español.
¡Vaya unas bromas se gastan los rurales del ayuntamiento vecino!
Ya sabes que los Cortesanos de estos reyes de paja, que tanto los veneran y adulan en su trayecto por las calles, les dan un puntapié quemándolos en seguida, asi que tornan á la aldea”
El Diario de Santiago, 15/02/1875

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Carvom, jugos e frechas. A configuraçom franquista das cavalgadas de Reis

6 de Janeiro de 2021
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Neste texto explicamos como a celebraçom dos reis Magos era apenas um reclamo comercial -residual- antes do 36 e completamente alheia às casas das classes populares compostelanas. Por sua vez, a celebraçom observável na atualidade, um produto franquista que chega até os dias de hoje.

Pequena reflexom sobre o ano 2020

2 de Janeiro de 2021
“Ainda que vivim pouco, muito sonhei”
Esta frase de Carvalho Calero pode resumir mui bem este 2020 que vem de finalizar. As vivências que tivemos neste duro ano nom forom muitas. As poucas atividades que pudemos levar avante polas necessárias restriçons para afrontar a pandemia repousam na memória deste coletivo pois nom abundárom ao longo destes 9 meses que levamos vividos dumha maneira que nunca imaginamos, mas ajudárom a manter vivo o nosso débil pulso: as aulas online permitirom-nos continuar a aprender desde a casa, as foliadas na cozinha ajudárom a distrair-nos durante o confinamento, a Universidade Popular conseguiu juntar-nos de novo nas saídas e roteiros, etc.
A pandemia também freou a atividade das comissons de trabalho, impossibilitou-nos celebrar eventos já consolidados no ano como a Festa do Dezassete, a cacharela do Sam Joam ou o guateque de Inverno, e impediu homenagear como se merece o ano Carvalho Calero.
O confinamento e as restriçons de capacidades tenhem posto numha situaçom mui precária a todo o seitor cultural da cidade nom ficando isentas disto. A pandemia afectou de cheio à linha de flotaçom da nossa associaçom cultural e o centro social, pondo em risco a sua viabilidade económica, afetando enormemente o decorrer das aulas dos nossos cursos, impossibilitando o mantemento do posto da pessoa trabalhadora, reduzindo ao mínimo a nossa programaçom cultural. Mas também recebemos um forte alento de toda essa gentalha que estades por trás e que definides o que somos. Queremos agradecer de novo ao professorado que nom duvidou em buscar o jeito de manter as aulas e logo adaptar as ensinanças e os ritmos às lotaçons, ao alumnado que mantivo a matrícula desde a distáncia e que depois confiou nos protocolos e medidas tomados no CS, às associadas que mantivestes ou mesmo incrementastes a quota, às pessoas que acudirom às poucas atividades que fomos capazes de levar avante, às anónimas que decidisteis colaborar economicamente comprando material ou fazendo umha achega oferecendo-nos umha bolha de oxigénio para continuar a resistir. A todas vós, OBRIGADAS.
Mas durante estes meses também sonhamos, como levamos fazendo desde a posta em marcha deste projeto cultural e como leva feito o movimento popular e associativo da cidade (é de sinalar como em tempos tam escuros e difíceis como os que nos tocou viver a escola popular de ensino em galego que ajudamos a criar acadou o financiamento necessário para fazer-se com um prédio no que centralizar a escola de infantil e primário), fazendo-nos manter a tensom e os nossos hábitos de trabalho que preparam o caminho dos novos e ambiciosos -tendo em conta as nossas possibilidades- projetos que venhem. Os nossos grandes sonhos de mudança e transformaçom social do País, de recuperaçom e valorizaçom do galego, de superaçom do atual modelo económico depredador, da igualdade efetiva entre mulheres e homens, continuam, se cabe, mais presentes que nunca. Porém, também temos anelos mais humildes como recuperar a nossa atividade habitual, degustar os petiscos do bar, demonstrar nas foliadas que sabemos os pontos que as profes nos tenhem aprendido, desfrutar da música ao vivo das bandas emergentes galegas, despedir o Esteban com a festa que se merece, saltar de novo o lume na noite do 23 de junho, e um longo etcétera. Se estamos mais perto de consegui-lo é graças a todas vós.

CIÊNCIA, LUCRO E COVID

21 de Dezembro de 2020

A seguir, disponibilizamos um texto da Comissom de Cultura científica reflectindo sobre o papel das vacinas e dos poderes económicos no contexto de pandemia actual.

[Disponível também em Issuu]

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A ciência, o lucro e a COVID

O ethos, ou etos, é um conceito sociológico que se refere ao conjunto de características ou valores de determinado grupo de pessoas. Este conceito tem o seu uso específico em disciplinas como a filosofia, a arte, a linguística ou a antropologia, e variaçons no seu significado ao longo da história. Mas é um conceito interessante em ciência, pois implica que as normas da ciência, para além de serem eficientes na produçom de conhecimento fiável, som também prescriçons morais.

Unha das características deste ethos é o universalismo, é dizer, entender a ciência como umha construçom de todas as científicas e científicos, independentemente da nacionalidade, cultura, raça ou género das mesmas. Outra é o desinteresse, ou a preocupaçom da comunidade científica por acrescentar o seu conhecimento, sem atençom polo lucro. Mais umha: o comunitarismo, entendido como a obrigatoriedade de partilhar o conhecimento científico, para favorecer o debate e a investigaçom.

Isto dizia J. Ziman (1) a finais do século passado, nas suas obras sobre filosofia da ciência, personagem por certo nada susceptível de ser identificado como um radical esquerdista.

Som conhecidos os efeitos perversos de juntarmos investigaçom científica e interesse capitalista. Para além do exemplo armamentístico, as falsificaçons de resultados em investigaçons devidas a pressons de investidores tenhem sido infelizmente notícia nos meios (2). Som mal vistas socialmente, mas nom o estám a ser tanto as práticas que tenhem lugar naa produçom das diferentes vacinas para a COVID-19.

Assistimos a, por umha parte, umha ridiculizaçom das vacinas produzidas em países como Cuba, Rússia e China, com exemplos que raiam no racismo quando nom o abraçam abertamente. Por outra, ao lucro mais infame, tirando proveito dumha desgraça que já conta por milhons as suas vítimas. A farmacéutica Pfizer rejeitou ajudas públicas de distintos países durante a pandemia, pois estas obrigavam a empresa a oferecer garantias de abastecimento e preço na venda posterior. Preferiu nom aceitá-las para ter as maos livres à hora de vendê-la e fixar as suas estratégias para maximizar benefícios em plena pandemia mundial. Por nom falar dos processos de especulaçom associados: um diretivo da Pfizer vendeu o 60 % das suas açons, ganhando 4,7 milhons de euros dias depois de anunciarem os resultados positivos da sua vacina (3).

Perante isto, a dependência do setor privado nos países ocidentais é total. Por colocar um exemplo: o orçamento anual do Consejo Superior de Investigaciones Científicas no estado espanhol nom atinge os 370 milhons de euros anuais (4). O investimento de Pfizer na sua vacina é de 2000 milhons (5). Só por comparar, o investimento em gasto militar do estado espanhol é de 20 000 milhons (6). Nom é que a privada funcione melhor, é que as iniciativas públicas estám a ser afogadas orçamentariamente para favorecer o lucro privado. O resgate bancário custou no estado, por certo, 60 000 milhons de euros (7). Quando as empresas privadas fracassam na sua gestom, também o pagamos entre todas.

Este desmantelamento do setor público vemo-lo dia a dia na saúde e no ensino, onde se reduzem investimentos nas estruturas públicas para favorecer a parasitaçom que exercem as empresas privadas. O exemplo das residências de maiores é paradigmático na Galiza, responsável da perda de muitas vidas desde que começou a pandemia.

Compre pôr em questom o sistema de patentes, a dependência nas nossas sociedades das farmacéuticas privadas e, sobre todo na situaçom atual, denunciar a imoralidade dos que se pretendem lucrar das desgraças de todas. Compre também valorizar os esforços de quem age internacionalmente com valores de solidariedade por cima dos do lucro.

Nom podemos, mais bem ao contrário, renunciar à vacinaçom. De facto, a situaçom actual permite-nos albiscar as incerteças e angústias dum mundo sem vacinas. Mais bem precisamos reivindicar a vacinaçom e os avanços científicos para o benefício social, nom só quando o benefício social coincide com os interesses capitalistas. A postura pró-científica nom é em nengum caso um alinhamento com esses interesses, mas reivindicar a ciência ao serviço dos interesses populares.

E fazê-lo desde a reivindicaçom dos valores dumha prática científica universal, desinteresada e comunitária. Para que uns poucos deixem de aproveitarse do que é de todas.

 

(1) Ziman, John (1976). The Force of Knowledge: The Scientific Dimension of Society. Cambridge University Press. ISBN .

(2) https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2018/10/19/pesquisador-de-harvard-e-acusado-de-falsificar-resultados-com-celulas-tronco-por-anos.ghtml

https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2009/10/091026_coreanoclonescondenafn

(3) https://www.dn.pt/dinheiro/ceo-da-pfizer-vende-60-das-suas-acoes-e-ganha-47-milhoes-13027135.html

(4) Orçamentos Gerais do Estado 2017

(5) https://www.elmundo.es/economia/2020/11/11/5faae9b3fdddff2b7d8b45a2.html

(6) https://www.publico.es/politica/gasto-militar-espanol-volvera-superar-ano-20000-millones-euros.html

(7) https://cincodias.elpais.com/cincodias/2019/11/20/companias/1574245470_048581.html

re-anima-te! dicas de vida e morte para a saúde coletiva

6 de Dezembro de 2020
Chega um novo curso!
Em tempos de crise sanitária e de saturaçom do sistema de saúde público pola falta de recursos tanto humanos como materiais, é doado sentirmo-nos desamparadas e desprotegidas em caso de cairmos doentes.
Por isso, desde a Comissom de Cultura Científica, sem menoscabo de luitar por umha sanidade pública de qualidade, achamos necessário construir ferramentas de autoproteçom que nos ajudem nom apenas a detectar quando algo funciona mal no nosso corpo, mas também a reagir quando nom há pessoal sanitário presente e a gravidade da situaçom requer umha rápida intervençom.
Tendo isto presente, organizamos um curso de técnicas de reanimaçom cardiopulmonar (RCP) onde duas profissionais sanitárias (Laura Garcia e Noa Valinho) nos darám dicas que, desde a evidência científica, tenhem demonstrado a sua enorme eficácia para salvar vidas. Queremos pois, reivindicar a importáncia de conhecer aspectos mui básicos e fundamentais para realizar os primeiros passos dumha reanimaçom que formem a cadeia de sobrevivência e ajudar a salvar umha vida. Ademais, poderemos praticar as manobras aprendidas!
Aguardamos-te o vindouro sábado 12 de dezembro às 17h no C.S. O Pichel.
As vagas som limitadas. Reserva a tua escrevendo para culturacientífica.pichel@gmail.com antes da quinta-feira 10 de dezembro às 12hpm.
RE-ANIMA-TE!
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Iniciaçom à Dança Malinké (Curso Virtual)

24 de Novembro de 2020
  • Quando? sábado 12 de dezembro de 12h a 13h.
  • Quem imparte? Tania Veiga. Tens mais informaçom sobre ela, sobre a dança e sobre a sua Escola em www.DanzaTaniaVeiga.com
  • Formato virtual em directo. Passaremos-te a ligaçom a través da qual poderás seguir a aula.
  • Preço? À vontade.
  • Inscriçons em cursos@gentalha.org ate o dia 10.

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Esta é umha masterclass de Dança Malinké que oferecemos em streaming e em directo para que todas podamos bailar desde as nossas casas. Com esta aula temos vários propósitos: além de presentar a Dança Malinké e de que a goces na tua pele, queremos passar umha horinha coidando-nos e divertendo-nos por méio do baile. A Dança Malinké, carrega-nos as pilhas e como toda as danças, melhora o nosso sistema imunitário; uns bons ingredientes para estes tempos.

O nosso interesse com esta máster nom remata em ti, senom que se amplia ao colectivo. Com a tua achega estás ajudando a que este centro social independente, A Gentalha do Pichel, poda continuar com a sua labor, em tempos nos que as medidas que venhem limitando as nossas vidas actualmente, afectam enormemente a espaços como o nosso. Assim que com a tua achega segues a alimentar unha cultura viva, plural e para todas.

  • Para goçar desta masterclass precisas:

- Roupa cómoda para mover-te com liberdade.

- Água para re-pôr líquidos, porque normalmente suamos bastante.

- Um espaço aproximado de 2m x 2m

- Móvel, tablet ou computador conectados a Youtube.

- Recomendamos uns bons altofalantes.

As persoas assitentes nom ides ter vídeo nem micro, assim que as que tenhades mais vergonha estades mui coidadinhas. Si tendes dúvidas poderedes escrever no chat.

Se gostas da masterclass, a Dança Malinké e a sua forma de ensinar, podes seguir bailando com Tania nas suas Aulas Regulares, tanto Presenciais coma em linha. Aqui tens mais informaçom: www.DanzaTaniaVeiga.com/cursos

Apaga Netflix, acende o Pichel. Ciclo de documentários no cs o pichel

23 de Novembro de 2020

Início às 19h30 pontuais.

Imprescindivel reserva prévia em reservasgentalha@gmail.com (umha única reserva por pessoa)
Capacidade limitada. Uso obrigatório de máscara.
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