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Topamos um possível castro em Traço

9 de Março de 2022

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Percorrer os caminhos e corredoiras da nossa comarca de bicicleta, ademais do exercício e o desfrute da paisagem, tem como recompensa imediata descobrir lugares e elementos patrimoniais pouco conhecidos e mesmo desconhecidos. Isto é o que lhe sucedeu a um dos membros da comissom de História num dos seus passeios do confinamento.

Co olho afeito a procurar modificaçons humanas na paissagem nom lhe passarom por alto as estruturas que se atopam no lugar de Tertemile, paróquia de Chaiam, concelho de Traço. Os restos estam situados numha zona de chaira a 270 metros de altitude na veiga do Tambre, nas proximidades da igreja paroquial de Santa Maria de Chaiám. Semelha parcialmente arrasado nos seus bordes norte, sul e oeste, e na actualidade está coberto por umha carvalheira e mantém em aparente bom estado o parapeto do lado leste, ocupando umha superfície circular duns 120 metros de diâmetro. Tem fácil acesso polo lado norte, onde umha pista da concentraçom parcelária semelha ter afetado parte do parapeto. Ao chegar a casa comprovou que nom estava catalogado.

No concelho de Traço há 17 castros catalogados; na comarca de Compostela, arredor de 100. Povoados fortificados, com dataçons entre a Idade do Bronze (1800-700 AEC) e bem entrada a Idade Média (século VI EC) que na nossa comarca tenhem em comum o seu total abandono e o ser ignorados polas administraçons públicas. A Direçom Geral de Património Cultural da Junta da Galiza e o Concelho de Traço já forom devidamente informados do achádego para que procedam à sua catalogaçom. A catalogaçom é um primeiro passo para a sua proteçom, mas cómprem outras actuaçons para a sua posta em valor e difussom co resto de castros do concelho e da comarca. E por suposto nom é só um trabalho dos poderes públicos; o património interpela-nos como povo sobre a nossa história e como cuidamos comunitariamente a nossa herdança.

A Gentalha do Pichel quere invitar a concelhos e outras adminstraçons públicas a abandonar o monocultivo cultural e turístico arredor do Caminho de Santiago e da catedral para estudar, proteger e difundir outros patrimónios da comarca, como o prehistórico (castros, mámoas…), doutros períodos históricos ou o património industrial.

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Cartaz cruzes cumiais de Compostela

30 de Junho de 2016

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Durante todo este ano a comissom de história vem desenvolvendo umha tarefa de registro de um desconhecido e interesante património das compostelanas. Após adquirir o material fotográfico necessário, percorrimos Compostela tras uns elementos pétreos que já Castelao desenhou e admirou, as nossas cruzes cumiais. É umha tarefa de descoberta (ainda inacavada) que quer contribuir com esta eterna teima da comissom de história de demostrar que nesta cidade nom só temos a Catedral e que o nosso património é inmenso e múltiple.

Como primeiro resultado deste trabalho editamos cartazes de 50×70 cm que se podem adquirir no nosso centro social ou escrevendo a gentalha@gentalha.org por só 3€. Proximamente publicaremos galerias com fotos de qualidade de cada umha das cruzes e um mapa.

Anexamos o texto que acompanha o cartaz:
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Conversa arredor dos outros patrimónios com Carmela Sánchez Arines no Café 1932

26 de Fevereiro de 2016

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Dionisio Cancela, historiador e membro da comissom de História, conversa a eito coa historiadora da arte Carmela Sánchez Arines, sócia de Etnoga (www.etnoga.com) e incansável trabalhadora no estudo, defesa e posta em valor do nosso património menos conhecido.

Temas:
Os outros patrimónios:
-Património funerário.
-Património etnográfico.
-Património lúdico (jogos tradicionais)
-Património industrial (fundiçons de ferro, fábricas de gasosa)
Etnoga (divulgaçom do património, investigaçom histórica, posta em valor)

-Cemitérios históricos de Compostela (Boisaca, do Rosário, da Venerável Ordem 3ª, da Pastoriça…)
-Gestom do Centro de interpretaçom das Torres Arcebispais (Pontevedra)
-‘Atopando Compostela’ (jogo de tabuleiro sobre a toponímia)
-Rutas: A Estrada, vila ‘airista’; Serra do Barbança (nocturna).

Assesoria para o roteiro: Hilda Cuba (arquitecta) e André Seoane (historiador).
Técnico: Jesús Rivera

Música:
– Ana de Palacio, Metralletas Lecheras (Melodias para romanos, Bowery Records, 2011, by-sa 3.0)
– Cementerio caliente, Metralletas Lecheras (Melodias para romanos, Bowery Records, 2011, by-sa 3.0)
– Sinfonia nº 1 “Titan”, de Gustave Mahler, interpretada pola Filarmónica de Viena e Leonard Bernstein (© Unitel, 1975)